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Maternidade da Santa Casa do Pará realiza 114 partos no período do Carnaval

No período de 13 a 17 de fevereiro, a maternidade da Fundação Santa Casa do Pará registrou 430 atendimentos, com 167 internações

Por Samuel Mota (SANTA CASA)
18/02/2026 14h01
Luana de Sousa, mãe dos gêmeos Juan e Javier

A Fundação Santa Casa do Pará, que têm uma das maiores maternidades do país, registrou durante o período da folia de Carnaval deste ano, uma alta procura por mulheres grávidas vindas de várias cidades. Na área de Urgência e Emergência Obstétrica (UEO), foram atendidas 430 mulheres, das quais 167 precisaram ser internadas, resultando em 114 partos.

Doutora Marília Queiroz - Coordenadora da Clínica de Tocoginecologia

Marília Queiroz, médica coordenadora da Clínica de Tocoginecologia da Fundação Santa Casa do Pará, explica que, nos feriados prolongados, o número de atendimentos obstétricos tende a aumentar. Por isso, a maternidade mantém um regime de plantão especializado para atender mulheres de todo o Estado.

"Isso reflete na quantidade de pacientes que ficam na urgência e emergência aguardando leitos. Por esse motivo, acionamos nosso plano de contingência para liberar mais altas, permitindo que mais pacientes subam para as enfermarias. Também adotamos medidas na própria Urgência e Emergência Obstétrica (UEO) para garantir a segurança dessas mulheres", informa.

Hayely de Lima, dona de casa, moradora da zona rural do município de Tomé-Açu, nordeste do Estado, teve seu segundo filho na Santa Casa, onde fez o pré-natal de alto risco. Ela conta que o atendimento no hospital é diferenciado. “Meu acolhimento e de meu filho Nícolas foi muito bom. Apesar do período de Carnaval, o meu atendimento foi bem rápido. Cheguei na manhã de 2ª feira e no início da tarde nasceu meu bebê. Nasceu bem, graças a Deus. Agora para mim está tranquilo, mesmo com o agito que é o Carnaval”.

Mãe do Rael Pereira, a estudante Tais Lemos, moradora do município de Santo Antônio do Tauá, nordeste do Estado, diz que não teve como realizar o seu parto onde mora e foi encaminhada para a Santa Casa. “Apesar de não curtir o período de Carnaval, meu segundo filho chegou em um momento de festas. E aqui fui muito bem recebida”.

Hayely de Lima, mãe de Nicolas

"O número de atendimentos na Santa Casa está sempre crescendo, e percebemos que, no período do Carnaval, há um aumento significativo de pacientes vindas do interior do Estado para ganhar a sua criança aqui", informa a enfermeira Ezilene Souza.

Luana Álvaro de Sousa, dona de casa, moradora de Belém, diz que celebra o nascimento de seus gêmeos, que chegaram em plena folia de Carnaval. “O  primeiro que nasceu é o Juan Felipe, o segundo é o Javier Lucas, duas bênçãos. Era para eu estar aproveitando a folia de outra forma, em outro estilo, mas veio a benção em dose dupla. E aqui fomos bem recebidos nesta festa especial”.

A médica Marília Queiroz reforça o trabalho atencioso dos profissionais da instituição. "Quando a UEO recebe um número muito grande de pacientes, há um impacto direto no Centro Obstétrico e no PPP (Pré-parto, Parto e Puerpério). Atendemos casos de risco habitual, mas o mais importante são as vidas salvas, especialmente das gestantes que chegam com complicações e que precisam de cuidados intensivos", finaliza Marília Queiroz.