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Hospital da Transamazônica estimula atividades físicas adaptadas que podem ser feitas até depois da alta

Hospital Regional Público da Transamazônica orienta usuários sobre exercícios que auxiliam na recuperação e na qualidade de vida

Por Ascom Sespa (SESPA)
23/02/2026 19h02

O Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), em Altamira, no Sudoeste do Pará, reforça a importância da prática de atividades físicas para pacientes em tratamento de hemodiálise e com outras patologias que exigem acompanhamento contínuo. A unidade orienta usuários e familiares sobre exercícios que contribuem para a reabilitação e melhoria da qualidade de vida.

A aposentada Sônia Adélia da Silva Varella, de 77 anos, é exemplo de determinação. Há um ano e quatro meses, ela foi diagnosticada com problemas renais graves e passou a realizar sessões regulares de hemodiálise no HRPT. “Se fosse antes eu não sabia o que era dor nem na unha”, relata. Mesmo com a mudança na rotina, ela mantém uma postura ativa. “Eu faço caminhada duas vezes por dia, de manhã e de tarde. Caminho 50 minutos, uma hora”, conta. Além das caminhadas, Sônia também pratica pilates.

Atividade física como aliada do tratamento

A hemodiálise é um procedimento realizado várias vezes por semana, responsável por filtrar o sangue e eliminar toxinas, função desempenhada pelos rins quando estão saudáveis. Apesar de ser um tratamento exigente, especialistas reforçam que a prática de exercícios é recomendada, desde que com orientação adequada.

O nefrologista do Setor de Hemodiálise do HRPT, Eduardo dos Anjos, explica que pacientes em diálise podem e devem se manter ativos. “É interessante fazer atividade física tanto para a saúde física quanto mental, principalmente em idosos, para manter a autonomia funcional dentro de casa, diminuindo os riscos de quedas e acidentes domésticos”, orienta.

O médico ressalta que é fundamental respeitar os limites do corpo. “Se não tiver nenhuma doença incapacitante, como amputação, insuficiência cardíaca descompensada, doença coronariana ou arritmia não controladas, deve fazer a atividade, de preferência com supervisão de um profissional e liberação da equipe de Nefrologia”, completa.

No HRPT, os pacientes recebem orientação constante sobre a importância de incorporar exercícios à rotina. Em alguns casos, as atividades são realizadas na própria unidade hospitalar, especialmente com pessoas que permanecem internadas por mais tempo ou apresentam limitações de mobilidade.

Reabilitação e prevenção

O fisioterapeuta Vinicius Santana destaca que os exercícios são indispensáveis no processo de recuperação. “Atenuam a perda de massa muscular, melhoram a capacidade funcional e reduzem o risco cardiovascular”, afirma. Segundo ele, pacientes e familiares são conscientizados sobre a importância da prática regular, integrada ao processo de reabilitação motora.

Diariamente, as equipes multiprofissionais realizam visitas para acompanhar a evolução clínica e, quando necessário, ajustar as condutas terapêuticas.

Dicas de exercícios para fazer em casa

O fisioterapeuta Vinicius Santana indica três exercícios simples que podem ser feitos em casa, sempre respeitando os limites individuais e, se necessário, com acompanhamento:

Levantando da cadeira – Sentar em uma cadeira, afastar levemente as pernas com os pés apontados para frente e levantar os braços ao se erguer. Ao retornar, projetar o quadril para trás e descer lentamente. O exercício fortalece membros inferiores, tronco, além de trabalhar equilíbrio e coordenação motora. É recomendado que pessoas com limitações estejam acompanhadas.

Subindo e descendo degrau – Utilizar um degrau ou escada baixa, subindo e descendo com um pé de cada vez. Realizar o movimento ao menos três vezes antes de alternar o pé. Também fortalece membros inferiores, tronco e equilíbrio. Pessoas com restrição de mobilidade devem realizar com supervisão.

Flexão inclinada – Apoiar as mãos em uma parede ou superfície firme, mantendo o corpo inclinado. Flexionar os cotovelos e retornar à posição inicial, realizando três séries de dez repetições. É importante manter as mãos bem posicionadas para evitar escorregões.

Em caso de dúvidas, a orientação é buscar auxílio profissional. No Hospital Regional Público da Transamazônica, os usuários podem solicitar atendimento da equipe multiprofissional e seguir as recomendações específicas para cada caso.

Ao investir em orientação, acompanhamento especializado e ações de reabilitação, o Governo do Pará fortalece a assistência regional em saúde e contribui para a promoção de mais autonomia e qualidade de vida aos pacientes atendidos na região da Transamazônica.

Texto: Ascom/HRPT