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SAÚDE E PATRIMÔNIO

Santa Casa do Pará comemora 376 anos de história e trabalho em benefício de seus usuários

Solenidade de aniversário, realizada nesta terça-feira, 24 de fevereiro, reforçou o amor de servidores e usuários pela instituição pública mantida pelo Governo do Estado

Por Samuel Mota (SANTA CASA)
24/02/2026 14h32

Com abertura do Coral Saúde e Vida Maria Helena Franco, o evento pelos 376 anos da Santa Casa, nesta terça-feira, 24, reuniu servidores e usuários da instituição na praça interna do hospital. Entre os presentes na celebração de aniversário estava Alailson Gonçalves, agricultor do município de Castanhal, Região Metropolitana de Belém, que acompanhava sua filha ao ambulatório de pediatria. “Minha filha já é paciente aqui e sempre fomos bem atendidos. Estou muito feliz de estar aqui, principalmente hoje que foi o dia da consulta dela, no dia do aniversário da Santa Casa. Agora é aproveitar o evento”.

Depois de décadas de trabalho na Santa Casa, Virgínia de Oliveira, agora servidora aposentada e integrante do coral da instituição, relata sua relação com o hospital. “É um sentimento de alegria também por ter doado uma vida aqui dentro da Santa Casa, ajudando, trabalhando, fazendo tudo de bom. Muito aprendizado também que eu levo daqui. Foram quase 50 anos de dedicação. E agora continuando a ajudar com a nossa participação no coral”.

Norma Assunção, diretora Técnica Assistencial da Fundação Santa Casa, em seu pronunciamento representando o presidente da instituição, Bruno Carmona, reforçou a felicidade pelos 376 anos de existência da Santa Casa. “Fazemos parte dessa história e com certeza cada um de nós vai deixar um legado para essa instituição, para essa população que precisa do nosso cuidado. Então, realmente, a gente precisa ter essa consciência da nossa importância”, pontuou.

“Somos um hospital com mais de 500 leitos, com uma urgência, que é obstétrica, que representa um acolhimento a todos os municípios do Estado do Pará. E com isso, nós oferecemos à nossa população serviços de relevância, de importância para eles. A Santa Casa se remodela, e se renova a cada ano. Esse é o objetivo, por isso que a gente acaba se mantendo vivo ao longo desses 376 anos, em que vamos nos modernizando”, destacou a diretora.

Vinda do município de Mãe do Rio, nordeste do Estado, Maria Brito acompanhava sua mãe Joraci Brito em uma consulta no ambulatório de cirurgia e destacou o acolhimento na Santa Casa. “A gente está acompanhando ela e hoje viemos fazer os exames e deu certinho. Ficamos felizes por essa data, porque é um hospital que já há muito tempo nos acolhe. Minha mãe nos teve aqui e seus netos nasceram aqui. Esse hospital faz parte de nossas vidas”, relatou.

Celebração - No ato ecumênico pela programação de aniversário da Santa Casa, Roberto Soeiro, pastor auxiliar evangélico, disse que a instituição existe porque os seus colaboradores fazem com que isso aconteça. “A missão da Santa Casa é cuidar da saúde das pessoas gerando conhecimento. É um cuidado para com cada um dos pacientes e cuidado também uns com os outros. Isso tem tudo a ver com a palavra de Deus”, declarou. 

“A definição dessa missão institucional é uma declaração que define o porquê da existência de uma instituição delineando os seus objetivos fundamentais e os princípios que a orientam em suas ações e decisões. Olhando para a nossa própria vida, a gente tem que ter definido em nosso coração o porquê da nossa existência. Porque Deus nos criou e porque Ele nos permitiu estar aqui”, disse Soeiro.

Em sua fala, o diácono católico Carlos Pereira resgatou parte da história da Santa Casa nesses últimos séculos, com a missão no cuidado com as pessoas que buscavam a instituição para a cura de suas doenças. “Muitas pessoas se doaram para o bem comum fortalecendo o trabalho de grandeza da Santa Casa”. No ápice de sua fala, Carlos fez a oração do Pai Nosso, junto aos servidores, visitantes e pacientes da Santa Casa.

Walda Valente, diretora de Planejamento Orçamento e Gestão (DPOG), destacou o trabalho de todos em prol da Santa Casa. “Em 2025, nós fomos agraciados com a certificação Qmentum, que é uma certificação internacional, para além da certificação em qualidade e segurança do paciente. A Santa Casa tem inúmeras parcerias internacionais no ensino, na assistência, e isso só ratifica aquilo que a doutora Norma diz sobre o nosso papel, a importância de cada um de nós dentro desse processo”.

“A Santa Casa hoje faz 376 anos, mas não é esse prédio, não é aquele prédio que foi construído na área comercial há séculos atrás. São 376 anos de história de cada um, dos que nos antecederam e de cada um de nós, e aqui deixamos um legado. O aniversário é nosso, que são as pessoas que fazem com que as máquinas funcionem, com que as estruturas funcionem. Então, esse é o nosso grande legado”, enfatizou Walda.

Diretoras da Fundação Santa Casa

História - A instituição teve origem em 1650 com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia, uma associação de pessoas leigas que praticavam a caridade, se instituindo no Pará.

Por mais de dois séculos a Irmandade construiu asilos, hospícios e cemitérios onde desenvolveu obras de caridade. Em 1808 agregou ao seu patrimônio o Hospital Senhor Bom Jesus do Pobres, construído por D. Frei Caetano Brandão em 1787 no Largo da Sé e, no final do século XIX, quando o estabelecimento já não atendia às necessidades da população, começou a ser construído no bairro do Umarizal um novo prédio, inaugurado em 15 de agosto de 1900 com o nome de Hospital de Caridade da Santa Casa de Misericórdia do Pará.

Em abril de 1990, a instituição se tornou um órgão público que integra a administração indireta do Estado, a Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMPA), que reúne mais de três mil servidores e presta assistência em saúde para a população de todo o Estado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Rose Mary Ferreira - servidora

Rose Mary de Sousa Ferreira, é uma das servidoras mais antigas da Santa Casa, onde iniciou seu trabalho na área administrativa em agosto de 1980, e no decorrer dessas décadas têm uma relação de pertencimento  intensa com a instituição. “Entrei aqui com o último provedor (Vitor Paz) e durante esse tempo muitas histórias vividas de vitórias e enfrentamentos. A Santa Casa foi uma mãe para mim. É uma relação de carinho e amor. E depois de toda essa história, a gente fica até com certas dificuldades de se desligar, né? Mas estou lidando bem com essa situação. Já estou pensando em sair, em me aposentar. É um ciclo, né? São 376 anos que essa instituição trabalha por milhares de pessoas. Uma história linda”.

Para Maria Alves Belém, diretora de Apoio Técnico e Operacional (Dato), a Santa Casa representa um símbolo de pertencimento. “Quem aqui nasce tem o sentimento de pertencimento, quem aqui nasceu, quem aqui aprende, quem aqui aprendeu, quem aqui ensina, quem aqui faz acontecer, então é um ciclo e a gente já veio nesse ciclo aí da existência da Santa Casa há quase quatro séculos. É história, é misericórdia, e procuramos fazer isso todos os dias. E isso é símbolo de união onde o paciente é o centro do cuidado. Vamos celebrar porque são 376 anos, e que bom, que honra que estamos aqui fazendo parte dessa linda história, e honrar aos que passaram por aqui também e deixaram seu legado, e fortalecer e pedir forças aos que virão ainda para dar continuidade nessa história”, disse emocionada.