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”CIÊNCIA NA FLORESTA”

Ideflor-Bio lança ciclo de palestras para fortalecer pesquisa e sustentabilidade nas unidades de conservação da Grande Belém

A iniciativa nasce com o propósito de democratizar o acesso aos dados e estudos desenvolvidos nas unidades de conservação, conectando instituições de ensino e pesquisa, setor produtivo e sociedade civil

Por Vinícius Leal (IDEFLOR-BIO)
24/02/2026 16h11

A valorização do conhecimento científico produzido nas unidades de conservação estaduais da Região Metropolitana de Belém ganha um novo impulso com o lançamento do ciclo de palestras “Ciência na Floresta”, promovido pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio). Conduzido pela Gerência da Região Administrativa de Belém (GRB), o projeto propõe encontros mensais com pesquisadores e especialistas, consolidando um fórum interdisciplinar voltado à divulgação científica e ao debate sobre sustentabilidade.

A iniciativa nasce com o propósito de democratizar o acesso aos dados e estudos desenvolvidos nas unidades de conservação, conectando instituições de ensino e pesquisa, setor produtivo e sociedade civil. Em um cenário de desafios climáticos crescentes, o projeto reforça a necessidade de que a ciência ultrapasse os limites acadêmicos e contribua diretamente para a tomada de decisões e para a construção de soluções inovadoras e sustentáveis.

Alinhado à Agenda 2030, o “Ciência na Floresta” dialoga com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (Educação de Qualidade), ao promover alfabetização científica e conscientização ambiental como ferramentas de transformação social, e com o ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementação), ao fortalecer redes de cooperação entre instituições e comunidades. A proposta é transformar conhecimento técnico em ação concreta, estimulando práticas de conservação e uso público responsável das áreas protegidas.

Intuito - Entre os objetivos gerais do projeto estão a promoção das unidades de conservação do Ideflor-Bio como espaços estratégicos de pesquisa científica e preservação, além do incentivo à formação de redes de cooperação e inovação. Também busca criar um ambiente permanente de diálogo interdisciplinar, capacitar públicos interno e externo e fomentar o desenvolvimento de tecnologias voltadas à conservação da biodiversidade amazônica.

O público-alvo inclui profissionais da área ambiental, estudantes e comunidades do entorno das unidades de conservação. Os encontros ocorrerão em formato presencial, com possibilidade de modelo híbrido durante o seminário temático que celebrará o aniversário do Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna, ampliando o alcance das discussões.

pesquisador Leandro Ferreira, do Museu Goeldi, será o primeiro palestrante

Programação - O cronograma do primeiro semestre já está definido. O primeiro encontro ocorre nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, às 10h, no auditório do Ideflor-Bio, em Belém, com o tema “Biodiversidade da Flora do Parque do Utinga”. A palestra será ministrada pelo Prof. Dr. Leandro Ferreira, pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). As inscrições podem ser realizadas presencialmente no local e garante a emissão de certificado de participação.

Em março, a programação abordará a Observação de Vida Silvestre e marcará a inauguração da exposição “Aves e Animais do Utinga”. Em abril, o foco será os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com a abertura da mostra “Natureza do Brincar”. Já em maio, um seminário de dois dias tratará de Memória e Tecnologia Ferroviária, incluindo vivências nos vestígios arqueológicos do Utinga. A agenda de junho ainda será definida.

Para o gerente da Região Administrativa de Belém do Ideflor-Bio, Júlio Meyer, o projeto consolida as unidades de conservação como espaços vivos de produção de conhecimento. “O ‘Ciência na Floresta’ reafirma o papel das nossas Unidades de Conservação como laboratórios naturais a céu aberto. Queremos aproximar pesquisadores, estudantes e comunidades, fortalecendo uma cultura de valorização da ciência aplicada à conservação”, destacou.

A analista ambiental do Ideflor-Bio, Sabrina Campos, que atua na coordenação do ciclo de palestras, ressalta o caráter formativo da iniciativa. “Ao socializar a ciência, ampliamos a capacidade de compreensão e engajamento da sociedade nas pautas ambientais. Esse ciclo é uma oportunidade de transformar informação técnica em aprendizado acessível e em ação prática no território”, afirmou a especialista.