Hospital Regional de Rio Maria realiza primeira cirurgia por vídeo e amplia resolutividade no Sul do Pará
Técnica de videolaparoscopia reduz tempo de recuperação de 60 para 14 dias; investimento do governo do Estado beneficia 15 municípios da região Araguaia
Para intensificar a oferta de assistência em saúde pública de qualidade e resolutiva, o Hospital Regional de Rio Maria (HRRM), vinculado à Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), realizou, nesta quarta-feira (25), a primeira colecistectomia (retirada da vesícula devido ao cálculo - pedra) por videolaparoscopia, uma técnica cirúrgica minimamente invasiva, realizada com anestesia geral, que utiliza pequenas incisões no abdômen, uma câmera de alta definição e instrumentos especializados, procedimento que amplia atendimentos essenciais e que se torna estratégico à região de integração Araguaia, composta por 15 municípios.
Para o titular da Secretaria de Saúde Pública do Pará, Ualame Machado, a aquisição do equipamento é reflexo do compromisso do governo do Estado no investimento em tecnologia para garantir a ampliação de procedimentos e qualidade de vida da população de forma resolutiva.
“Seguimos fortalecendo a assistência em saúde em todas as regiões do Estado, portanto, cada novo equipamento tecnológico que permite com que um procedimento qualificado e humanizado seja realizado e a saúde do paciente seja restabelecida é fundamental para nós e para toda a população paraense. Para isso, continuamos trabalhando para implementar, cada vez mais, recursos, qualificação de todos os profissionais de saúde, para que possamos cuidar das pessoas com segurança, eficiência, transparência e focados no que mais importa, que é salvar vidas e promover bem-estar,” enfatizou.
No caso do HRRM, a videolaparoscopia é conduzida por dois cirurgiões-gerais e a previsão é de serem realizados dois procedimentos ao dia, com a oferta sendo feita por meio da regulação estadual. “A cirurgia por vídeo com certeza é menos invasiva. O paciente tem uma recuperação bem mais rápida, sente menos dor, retorna às suas atividades em menor tempo, com menos riscos pós-operatório como a infecção e hérnias. Hoje, uma cirurgia convencional, de vesícula, por exemplo, o paciente precisa de 60 dias repousando. Diferente de uma cirurgia por vídeo, em que o paciente fica em repouso por no máximo 14 dias”, explica o médico Yuri Maciel Carvalho.
Outro profissional que também auxiliou o procedimento, Daniel Peralba, destaca que a colecistectomia por videolaparoscopia é o tratamento padrão-ouro mais moderno e seguro, sendo indicada principalmente quando há sintomas, como dor intensa ou inflamação. “Essa é a nossa prioridade de proporcionar assistência de forma integral a todos os pacientes que precisam do procedimento. A gestão está de parabéns por começar esse serviço que é fundamental", afirmou.
A primeira paciente a ser submetida ao procedimento, Daniela Andrade, de 31 anos, celebra o serviço ofertado próximo de casa. “É um avanço maravilhoso para a saúde pública. Em termos de saúde, recuperação, qualidade de vida para quem tem uma rotina de trabalho, cuidar da família, é ótimo ter o acesso à cirurgia por vídeo. E o melhor, realizei a cirurgia sem sair do meu município e estarei recuperada em menos dias. Ainda é um auxílio para a equipe médica durante a realização da cirurgia”, destaca a advogada que reside em Rio Maria.
Para o diretor técnico do HRRM, Thássio Medeiros, o avanço tecnológico para os procedimentos cirúrgicos conduzidos na unidade hospitalar representa um crescimento significativo na qualidade da assistência prestada que é centrada no paciente. “Esse equipamento amplia a segurança do paciente, ao oferecer melhores condições de visualização, precisão e controle durante os procedimentos, o que contribui diretamente para a prevenção de intercorrências. Além disso, o auxílio possibilita uma execução mais eficaz e ágil da cirurgia, fortalecendo o cuidado humanizado, a eficiência das equipes e o resultado assistencial satisfatório, em consonância com os padrões de qualidade e segurança esperados em um hospital público de referência como o Regional de Rio Maria", garante o gestor.
Com a chegada deste suporte tecnológico, passa-se a contar com um parque tecnológico ainda mais completo e atualizado, ampliando a resolutividade dos serviços. “Agradecemos ao governo do Estado pela parceria, pelo apoio constante e pelos investimentos que tornam possível avançarmos na modernização da saúde pública. Esse resultado é fruto de uma gestão comprometida, do trabalho integrado e da dedicação das nossas equipes, que seguem firmes na missão de cuidar da nossa população com excelência e humanização”, enfatiza a diretora hospitalar da unidade, Eliene Neves.
A gestora complementa que o HRRM “já oferece uma excelente estrutura para toda a nossa região. A realização da primeira cirurgia por vídeo representa um marco histórico para a nossa unidade e reforça o nosso compromisso com a inovação e a qualidade assistencial”.
Serviço - Ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a videolaparoscopia ainda é pouco acessível em diversas regiões, o que reforça a importância da sua disponibilização no HRRM. Para ter acesso a consultas, exames, cirurgias e internações, o paciente deve primeiro se encaminhar à Unidade Básica de Saúde (UBS) do município onde reside, que faz o encaminhamento para o hospital, sendo todo o processo realizado por meio da regulação estadual.
Texto: Ascom/ HRRM

