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'São José Liberto' fortalece economia criativa e valoriza produção artesanal sustentável

O espaço, que funciona em um prédio histórico, é mantido pelo Governo do Pará, por meio da Sedeme, e reúne 220 empreendedores de várias regiões do Estado

Por Aldirene Gama (SEDEME)
02/03/2026 12h47
Espaço São José Liberto simboliza a transformação de um prédio histórico em centro de valorização da cultura paraense

O Espaço São José Liberto, em Belém, consolidou-se como centro de referência em economia criativa, turismo e cultura. Instalado em prédio datado de 1749, que sediou por mais de 100 anos cadeia pública e presídio, o espaço ressignifica o patrimônio histórico ao valorizar o artesanato paraense e promover a identidade cultural da região. O "São José Liberto" é mantido pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme).

Produtos emcerâmica expostos na Casa do Artesão

No espaço funciona a Casa do Artesão, que reúne 220 empreendedores — entre os quais, 16 cooperativas —, responsáveis pela produção e comercialização de artesanato, joias artesanais/biojoias (confeccionadas com metais nobres e insumos da floresta amazônica) e moda autoral, com design exclusivo. Parte desses produtos é desenvolvida por empresas formais e empreendedores vinculados ao Arranjo Produtivo Local (APL) de Moda, Design e Indústria.

O complexo abriga ainda o Coliseu das Artes, espaço destinado à realização de feiras, shows e apresentações culturais. Em 2025, o "São José Liberto" assumiu papel estratégico na valorização da sociobiodiversidade e da economia criativa, beneficiando 225 empreendedores de 11 regiões, com mais de 10 mil produtos expostos ao longo do ano.

Criatividade e inovação - Para o titular da Sedeme, Paulo Bengtson, o ESJL evidencia o potencial dos empreendedores paraenses, que apresentam produtos de alta qualidade, valorizando a matéria-prima regional. Segundo ele, é uma demonstração de como a criatividade e a inovação podem transformar recursos locais em oportunidades de geração de renda e valorização cultural. O secretário acrescenta que o Governo do Pará, por meio da Sedeme, reafirma seu compromisso em apoiar iniciativas que fortalecem a competitividade da economia paraense, promovendo o desenvolvimento sustentável e ampliando a visibilidade da produção local.

Moda autoral da PatCa

Entre os expositores está Patrícia Queiroz, cofundadora da PatCa Moda Autoral – arte feita à mão, com 25 anos de atuação no mercado e há 16 anos atuando no Espaço São José Liberto. Para ela, a parceria é essencial, pois a Casa do Artesão reconhece e valoriza a arte em sua essência. “O local é estratégico para turistas, situado em um ponto de pertencimento com forte história e identidade. Essa parceria fortalece a visibilidade da marca e aproxima o público da cultura paraense, reafirmando a criação local”, destaca.

A empreendedora garante que a Amazônia é inspiração primordial para suas criações, vista como território vivo, cultural e humano. O grafismo ancestral, a cultura indígena, os rios e a vegetação também são fontes constantes de inspiração. “A PatCa nasceu de um processo de ressignificação íntimo, ligado à cura e reconstrução após a perda de uma filha. Cada peça carrega emoção e pertencimento, pois a moda é entendida como linguagem sensível e narrativa de identidade”, afirma. 

Nathasia Santana, da Nunghara, afirma que o ESJL valoriza o trabalho autoral

Visibilidade - O Coletivo Nunghara, do município de Santarém, no oeste paraense, expõe no "São José Liberto", desde dezembro de 2025, suas biojoias sustentáveis, feitas com sementes e outros insumos naturais da floresta. A produção envolve uma rede de artesãos e coletoras de sementes de comunidades da região do Tapajós, do Eixo Forte e da área de várzea, com forte protagonismo feminino.

Segundo Nathasia Santana, gestora do Coletivo, o "São José Liberto" é estratégico por dar visibilidade e reconhecimento ao trabalho autoral amazônico, ampliando o alcance de marcas do Oeste do Pará e fortalecendo empreendedores que atuam fora dos grandes centros.

As peças da Nunghara utilizam sementes variadas, como morototó, saboneteira-de-macaco e açaí, além de fibras naturais. Um dos diferenciais é a inovação com a casca do cumaru, incorporada ao design das joias, que expressam a Amazônia contemporânea ao unir sustentabilidade, sofisticação e identidade cultural.

Objetos confeccionados com miriti, material extraído de uma palmeira amazônica

O "São José Liberto" é um espaço turístico, cultural e de economia criativa, que também abriga o Museu de Gemas do Pará, o Polo Joalheiro, o Memorial Cela Cinzeiro, o Jardim da Liberdade (com gemas minerais), a Capela São José e Espaço Gourmet. Foi criado pelo Governo do Pará visando à comercialização de produtos genuinamente paraenses.

Serviço: Espaço São José Liberto fica na Praça Amazonas, Bairro do Jurunas. Funciona de terça-feira a sábado, das 10h às 18h, e aos domingos e feriados, das 10h às 14h. Entrada franca.