Hospital Octávio Lobo registra 97,75% de satisfação de usuários
Índice supera meta de 90% estabelecida no planejamento estratégico; avaliação considera toda a jornada do paciente na unidade.
O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) registrou, em janeiro deste ano, 97,75% de satisfação global dos usuários, índice que permanece acima da meta de 90% estabelecida no planejamento estratégico da unidade. Em 2025, o hospital encerrou o ano com 95,8% de satisfação. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (04/03).
O resultado considera não apenas a avaliação do atendimento assistencial, mas toda a jornada do paciente, da entrada à alta, conforme dados coletados pelo Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU). O canal funciona como elo de comunicação entre famílias, equipes e alta gestão, atuando na resolução de demandas apresentadas pelos pacientes.
Por meio do SAU, a unidade hospitalar busca reforçar o compromisso com a valorização e o protagonismo do usuário, além de dar resolutividade às demandas em tempo hábil, dentro da política transversal de humanização. Segundo a gestão, o índice de satisfação é resultado de um trabalho contínuo centrado no paciente e na qualidade do atendimento, alinhado às diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Capacitação e orientação fortalecem atendimento humanizado
Para sustentar os resultados, o hospital, por meio do Núcleo de Educação Permanente (NEP), realiza ações de orientação aos pacientes e familiares sobre direitos, deveres e normas institucionais. Paralelamente, os colaboradores participam de capacitações obrigatórias voltadas à Política Nacional de Humanização (PNH), com foco no acolhimento e na escuta qualificada durante toda a jornada assistencial.
Segundo a diretora-geral do hospital, Sara Castro, manter índices elevados de satisfação é reflexo de uma gestão voltada para as pessoas. “Trabalhamos com processos bem estruturados, monitoramento de indicadores e com uma equipe que entende que cuidar vai além do tratamento clínico. Nosso compromisso é oferecer uma jornada segura, transparente e humanizada, em que cada paciente e cada família se sintam respeitados”, afirmou.
A coordenadora do SAU, Natacha Cardoso, destaca que a experiência do paciente também é monitorada por meio de pesquisas internas e avaliação pós-alta. “Além da satisfação global, também monitoramos a experiência do paciente por meio de pesquisas internas e avaliação pós-alta, utilizando indicadores como o Net Promoter Score (NPS) e outros instrumentos de mensuração da qualidade. Ao ouvirmos o usuário, fortalecemos o sentimento de pertencimento, porque ele se sente mais seguro e contribui diretamente para um atendimento mais qualificado”, afirmou.
SAU recebe sugestões, elogios e reclamações
Além de aplicar pesquisas de satisfação, o Serviço de Atendimento ao Usuário funciona como um canal direto para que as famílias registrem sugestões, elogios e reclamações, permitindo a identificação de oportunidades de melhoria.
“Temos uma equipe preparada para acolher cada demanda com assertividade e sensibilidade, garantindo que o usuário se sinta ouvido e respeitado durante toda a sua jornada no hospital”, destacou Natacha Cardoso.
Usuários destacam acolhimento durante o tratamento
A cada mês, o hospital realiza uma pesquisa com mais de mil formulários de satisfação preenchidos em todos os setores assistenciais. Segundo a coordenadora do SAU, um dos diferenciais da unidade é a Comissão de Experiência do Paciente, que analisa os relatos dos usuários para gerar indicadores e orientar melhorias.
“Um dos diferenciais do Hoiol é a Comissão de Experiência do Paciente para que o nosso usuário possa relatar a vivência dentro da instituição de saúde, satisfações e insatisfações para gerarmos gráficos, indicadores e encontrarmos soluções junto à gestão durante reuniões mensais”, ressaltou Natacha Cardoso.
A mãe Pamela Ramos, que acompanha o tratamento do filho Ravi Júnior, de 2 anos, contra Leucemia Mielóide Aguda (LMA), relatou ter recebido orientações da equipe desde o diagnóstico.
“O atendimento tem sido muito bom. Meu filho iniciou o tratamento logo após o diagnóstico, pensei que fosse demorar, mas foi imediato. Sempre fui orientada e ouvida pela equipe quando estava com alguma dúvida ou precisei resolver algum problema. Tanto os médicos quanto os demais profissionais são muito atenciosos conosco”, disse.
A dona de casa Maria Joana Pereira, de 34 anos, também destacou o acolhimento recebido durante o tratamento da filha Mikaelly Karolina, de 10 anos. A família veio do município de Abaetetuba para acompanhar o atendimento da criança, que está em tratamento de um tumor agressivo desde dezembro de 2025.
“O bom atendimento faz a diferença durante o período de internação. Desde o início me senti acolhida, recebi atenção. Tanto a alimentação quanto a higiene e o atendimento são bem organizados”, afirmou.
Ela contou que inicialmente ficou apreensiva com a demora para a realização da cirurgia da filha, mas recebeu explicações da equipe médica.
“Fiquei preocupada porque estava demorando demais, cheguei a procurar o bloco cirúrgico para entender o que estava acontecendo, mas a equipe médica explicou que o procedimento exigia cautela por se tratar de uma cirurgia delicada na região do pescoço, mais especificamente na cervical esquerda. Eles explicaram que era muito arriscado fazer de qualquer jeito. Precisavam avaliar a melhor forma, então optaram por dividir o procedimento em duas etapas, realizadas no mesmo dia, como forma de reduzir riscos. Depois disso, me senti mais tranquila”, relatou.
Hospital é referência em oncologia infantojuvenil na Amazônia
Credenciado como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo é referência na região amazônica no diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil, atendendo pacientes na faixa etária de 0 a 19 anos.
A unidade é gerenciada pelo Instituto Diretrizes (ID), por meio de contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).
Texto: Ascom/Hoiol

