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Semas participa do Fórum AtivaCred Amazônia e reforça agenda de bioeconomia no Marajó

Agricultores familiares, membros de organizações comunitárias, de instituições financeiras, órgãos públicos e organizações da sociedade civil de Salvaterra, Soure e Cachoeira do Arari, participaram do evento

Por Jamille Leão (SEMAS)
05/03/2026 22h21

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) participou, na quarta-feira (4), do Fórum AtivaCred Amazônia - Edição Marajó Resiliente, realizado no Centro de Referência Manejáí, na comunidade de Monsarás, em Salvaterra. A iniciativa integra o Projeto Marajó Resiliente, realizado pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil, institutos Belterra e Conexões Sustentáveis, Fundação Avina e Banco do Brasil - com o qual a Semas mantém Acordo de Cooperação Técnica (ACT) voltado ao fortalecimento da bioeconomia e do desenvolvimento sustentável -, e outros parceiros.

O Fórum reuniu agricultores familiares, membros de organizações comunitárias, de instituições financeiras, órgãos públicos e organizações da sociedade civil dos municípios de Salvaterra, Soure e Cachoeira do Arari, promovendo troca de experiências, suporte técnico e orientação prática sobre acesso a políticas públicas de fomento, com destaque para linhas de crédito vinculadas ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Participantes também receberam orientação sobre acesso a políticas públicas de fomento

A participação da Semas reforçou o compromisso do Governo do Pará com a construção de uma agenda estruturante de bioeconomia territorializada, voltada ao fortalecimento de empreendimentos comunitários, saberes tradicionais, cadeias produtivas sustentáveis e ampliação do acesso a instrumentos de financiamento para negócios da sociobiodiversidade.

Entre as atividades desenvolvidas estiveram painéis de debate, oficinas temáticas, feira de saberes e sabores, e atendimentos voltados à regularização ambiental. O evento também abordou temas estratégicos, como boas práticas produtivas, educação financeira, cooperativismo e assistência técnica para empreendimentos locais.

Soluções - Para a Semas, iniciativas como o AtivaCred Amazônia contribuem para transformar a bioeconomia em soluções concretas para os territórios amazônicos. No Marajó, região marcada por grande riqueza sociocultural e sistemas agroflorestais, a promoção de atividades sustentáveis representa um caminho para geração de renda, ao mesmo tempo em que visa fortalecer a resiliência climática no território.

A participação da Secretaria também se conecta diretamente ao processo de implementação do Plano Estadual de Bioeconomia do Pará (PlanBio), juntamente com outros órgãos, como Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PA) e Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio). 

A secretária-adjunta de Bioeconomia da Semas, Camille Bemerguy, disse que iniciativas como essa são fundamentais para aproximar políticas públicas e soluções financeiras das realidades locais. “Eventos como o AtivaCred Amazônia contribuem diretamente para operacionalizar o PlanBio na ponta ao proporcionar um ambiente integrado para a emissão de CAF (Cadastro Nacional da Agricultura Familiar), CAR (Cadastro Ambiental Rural) entre outros documentos, com deslocamento mínimo da população local, conectando financiamento, assistência técnica, governança local e políticas públicas, e fortalecendo iniciativas produtivas sustentáveis e a bioeconomia nos territórios”, destacou.

Cooperação técnica - Desde 2022, a Semas e a Fundação Avina cooperam em prol de iniciativas de fortalecimento territorial, e desde 2024 as instituições estão engajadas no aprimoramento das ações do Projeto Marajó Resiliente, o qual fomenta iniciativas de produtores rurais que já trabalham com sistemas agroflorestais na região. 

Desde a COP30, em novembro de 2025, a Semas e o Banco do Brasil buscam cooperar em sinergias para o desenvolvimento econômico sustentável e inclusivo de comunidades do Pará, por meio de projetos de bioeconomia, priorizando o estímulo ao fortalecimento dos bionegócios comunitários. A articulação entre políticas públicas, crédito orientado, assistência técnica e protagonismo comunitário tem papel central na consolidação da transição para uma economia de baixo carbono, que combina conservação da floresta e geração de oportunidades para as populações locais.

Durante o evento, a Semas também ofereceu auxílio para esclarecer dúvidas sobre o Cadastro Ambiental Rural, individual e coletivo, aos territórios quilombolas dos três municípios.