Hospital Ophir Loyola reduz fila de braquiterapia de 190 para 37 pacientes
Mutirão amplia capacidade de atendimento, reduz tempo de espera e fortalece o tratamento do câncer ginecológico na região Norte. Em fevereiro, foram atendidas 251 pacientes.
O Hospital Ophir Loyola, em Belém, referência em Oncologia na Região Norte, realizou o I Mutirão de Braquiterapia Ginecológica, com o objetivo de reduzir a fila de pacientes que aguardavam pelo procedimento essencial ao tratamento do câncer de colo do útero, de endométrio e vagina. Em 31 de dezembro de 2025, a fila para realização do procedimento chegou a 190 pacientes.
Na condição de Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon), o Hospital recebe pacientes de diversas regiões do Pará, além de encaminhamentos do Hospital Universitário João de Barros Barreto, do Hospital Regional de Tucuruí e do Estado do Amapá. A elevada incidência de câncer ginecológico na região faz com que a demanda pelo serviço seja constante e crescente.
Redução histórica da fila - Com a organização do mutirão e a ampliação do número de aplicações, incluindo atendimentos no período noturno e aos sábados, o HOL conseguiu aumentar significativamente sua capacidade operacional.
Somente no mês de fevereiro de 2026, foram realizados 251 procedimentos de braquiterapia. Mesmo com a entrada contínua de novos casos, a fila foi reduzida para 37 pacientes até 28 de fevereiro, uma redução aproximada de 75% em comparação ao cenário registrado no final do ano passado.
A expectativa da gestão do Hospital é que, até o final de março, o tempo de espera seja reduzido para cerca de duas semanas, agilizando o início do tratamento.
O médico rádio-oncologista Cláudio Reis explica que a braquiterapia é uma etapa imprescindível no tratamento do câncer de colo do útero. O Hospital Ophir Loyola, informa o especialista, atende pacientes de diversas regiões do Pará, além do sul do Maranhão e do Amazonas. “Muitos pacientes aguardavam de três a cinco meses para iniciar a braquiterapia. Com o mutirão, conseguimos reduzir drasticamente esse tempo”, acrescenta.
Impacto direto - A braquiterapia é uma etapa fundamental no tratamento do câncer ginecológico. Trata-se de uma modalidade de radioterapia em que a fonte de radiação é aplicada diretamente na região do tumor, permitindo alta precisão e maior concentração no local afetado, e consequentemente menor impacto nos tecidos saudáveis.
A redução do tempo de espera impacta diretamente na resposta terapêutica e nos indicadores de cura, especialmente nos casos de câncer de colo do útero, cuja incidência é considerada elevada na região Norte.
Entre as pacientes beneficiadas está Rosa Maria Nascimento Pereira, 50 anos, que aguardava há cerca de cinco meses para iniciar a braquiterapia. “Fiquei muito feliz quando me ligaram. A gente fica ansiosa, com vontade de terminar logo o tratamento”, conta Rosa.
Força da equipe - O mutirão mobilizou médicos, físicos médicos, equipe de enfermagem, técnicos e profissionais do Serviço Social, responsáveis não apenas pela realização dos procedimentos, mas também pela busca ativa e organização do atendimento a pacientes oriundos de municípios distantes.
Muitas dessas pacientes enfrentam longas viagens para chegar a Belém, o que exige planejamento prévio, organização de documentação para Tratamento Fora de Domicílio (TFD) e acolhimento adequado no Hospital.
A realização do mutirão contou com o apoio da diretoria do Hospital Ophir Loyola, que incentiva estratégias para ampliar a capacidade de atendimento e oferecer melhores condições assistenciais à população. A gestão reforça o compromisso permanente com a qualificação dos serviços, a otimização de recursos e a melhoria contínua do atendimento oncológico de alta complexidade no Pará.

