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Governo do Pará beneficia mais de quatro mil mães atípicas com edição especial do CNH Pai D'Égua

Iniciativa garante gratuidade na habilitação para facilitar o deslocamento de crianças com deficiência e ampliar as oportunidades de renda para mulheres em todo o Estado

Por Giovanna Abreu (SECOM)
07/03/2026 08h00

Voltada às mães atípicas, a edição especial do programa estadual CNH Pai D'Égua busca facilitar a rotina intensa com atividades e terapias, por meio do acesso gratuito à Carteira Nacional de Habilitação (CNH), contribuindo tanto para a locomoção diária das crianças e adolescentes quanto para a ampliação de oportunidades de emprego e geração de renda. Mais de quatro mil mulheres foram beneficiadas pelo governo do Estado, em todo o Pará, com esta iniciativa.

“Com o CNH Pai D’égua, reafirmamos nosso compromisso com a inclusão social ao olhar de forma sensível para as mães atípicas, que enfrentam desafios diários no cuidado com seus filhos. Garantir o acesso à habilitação é promover autonomia, dignidade e mais oportunidades para que essas mulheres possam se deslocar com segurança e exercer plenamente sua cidadania”, ressalta a diretora-geral do Departamento de Trânsito do Estado (Detran), Renata Coelho. 

A cabeleireira Daciani Barbosa, de 34 anos, é uma das mães atípicas contempladas pelo programa e conta que uma das maiores necessidades, com a chegada da maternidade, era conquistar a CNH e perder o medo de dirigir, para facilitar o deslocamento com a criança. “Depois de obter a minha carteira, me tornei uma mulher mais segura de si e vi que sou capaz de ir além dos meus medos e traumas. Vou buscar oportunidades profissionais como motorista e creio que coisas melhores virão”, diz.

Nesta edição, o público-alvo são as mães com filhos neuroatípicos, ou seja, que têm alguma deficiência física ou intelectual, síndromes raras, transtornos neurológicos, distúrbios do espectro autista ou doenças crônicas, exigindo cuidados contínuos e especializados. Além da documentação pessoal da mulher interessada, é necessária a apresentação do laudo médico do(s) filho(s), com diagnóstico e o respectivo Código Internacional de Doenças (CID), emitido exclusivamente por profissional do Sistema Único de Saúde (SUS). 

A dona de casa Bianca Gaspar, de 35 anos, moradora de Marituba, na Região Metropolitana de Belém, explica que a motivação para se candidatar ao programa foi a necessidade de deslocamento para escola e terapias com a criança. “A nossa rotina será muito mais tranquila a partir de agora. A CNH foi um grande passo nas nossas vidas, considero uma conquista”, celebra. 

Enquanto mãe atípica, Márcia Dias, de 32 anos, moradora de Belém, conta que o maior desafio com os filhos é andar de transporte coletivo e a iniciativa estadual abre novas portas para as famílias, em relação ao deslocamento. “Infelizmente, ainda vivemos com o preconceito, muitas pessoas não querem dar o lugar que é deles por direito e viver isso todos os dias é difícil. Estou na etapa final do processo e assim que finalizar, poderei dar suporte e conforto melhor para os meus filhos”, comemora. 

Sul e Sudeste – Em janeiro de 2026, 600 vagas foram disponibilizadas pelo CNH Pai D’égua para mães atípicas no Sul e Sudeste do Pará. Fazem parte dessas duas regiões 16 municípios: Rondon do Pará, Tucumã, Marabá, Canaã dos Carajás, Conceição do Araguaia, Redenção, Curionópolis, Eldorado dos Carajás, Jacundá, Ourilândia do Norte, Parauapebas, Xinguara, Santana do Araguaia, São Felix do Xingu, São Geraldo do Araguaia, Itupiranga.