No mês de março, Polícia Civil reforça combate à violência contra a mulher com mutirão para instauração de inquéritos
Mais de 700 pessoas serão ouvidas em oitivas para subsidiar a instauração de cerca de mil inquéritos policiais
A Polícia Civil do Pará, por meio das Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deams), vinculadas à Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAV), deflagrou neste sábado (7) mais uma etapa da operação “Escudo Rosa”, com a realização de mutirões de oitivas voltados à apuração de crimes de violência contra a mulher. A iniciativa busca subsidiar a instauração de cerca de mil inquéritos policiais, com a oitiva de testemunhas e investigados.
A operação integra a programação do Março Rosa, alusiva ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. As ações tiveram início ainda em fevereiro, com a etapa de intimação dos investigados, e seguem ao longo dos próximos três sábados nas Delegacias Especializadas da Região Metropolitana de Belém.
No próximo fim de semana, nos dias 14 e 15 de março, os mutirões de oitivas também serão realizados pelas Deams localizadas em municípios do interior do Estado.
Enfrentamento à violência de gênero
A diretora da Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAV), delegada Emanuela Amorim, explicou que a operação tem como foco intensificar as estratégias de enfrentamento à violência doméstica e familiar.
"Essa ação reforça o compromisso da Polícia Civil na coibição da violência de gênero mediante o fortalecimento da investigação policial, o cumprimento de medidas judiciais, a ampliação do atendimento especializado às vítimas e o desenvolvimento de ações educativas voltadas à conscientização da sociedade”, destacou.
Ao todo, mais de 700 pessoas devem ser ouvidas durante os mutirões, garantindo maior rapidez e eficiência na condução dos procedimentos investigativos.
Segundo a delegada, a operação também tem papel fundamental no estímulo às denúncias e no fortalecimento da rede de proteção às mulheres.
“Além da responsabilização criminal de agressores, a ação também é uma forma de incentivar que mulheres vítimas de violência denunciem e registrem os casos, fortalecendo o trabalho institucional na garantia de seus direitos”, acrescentou Emanuela Amorim.
Continuidade das ações
A operação “Escudo Rosa” segue até o dia 22 de março, com a instauração dos inquéritos policiais que serão instruídos a partir das oitivas realizadas durante os mutirões.

