Hospital Geral de Tailândia fortalece a segurança da oxigenoterapia em prematuros
Projeto Coala na UTI Neonatal está comprometido com a segurança dos bebês
A gestão do Hospital Geral de Tailândia (HGT), por meio do Serviço de Fisioterapia, desenvolve o Projeto Coala, uma iniciativa assistencial voltada ao controle e monitoramento do uso de oxigênio em recém-nascidos prematuros internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal.
A estratégia integra a rotina multiprofissional da unidade e tem como objetivo promover o uso seguro e adequado da oxigenoterapia. A iniciativa contribui para a estabilidade clínica dos pacientes, a prevenção de possíveis complicações associadas ao excesso ou à deficiência de oxigênio e a qualificação da assistência neonatal.
O Hospital reitera que o projeto tem acompanhamento contínuo e protocolos específicos de monitoramento. A ação reforça o compromisso do HGT com a segurança do paciente e a oferta do cuidado intensivo mais preciso, humanizado e baseado em boas práticas assistenciais durante todo o período de internação dos recém-nascidos prematuros.
A fisioterapeuta, Fernanda Cordeiro, coordenadora da equipe de fisioterapia do hospital, enfatiza que o oxigênio é um dos recursos mais utilizados no cuidado intensivo neonatal. No entanto, quando administrado de forma inadequada, pode trazer riscos ao recém-nascido prematuro. Por isso, o projeto reforça a importância do controle rigoroso da saturação de oxigênio, contribuindo para reduzir possíveis complicações associadas ao uso excessivo ou insuficiente do O².
Fernanda destaca ainda que a iniciativa estabelece protocolos de monitorização e ajustes nos equipamentos utilizados à beira do leito. Entre as medidas adotadas estão a definição de faixas de saturação consideradas seguras, a configuração de alarmes nos monitores e ventiladores mecânicos e o acompanhamento contínuo da equipe assistencial. O objetivo é manter a saturação dentro de parâmetros adequados para cada paciente, garantindo maior estabilidade clínica.
“O Projeto Coala reforça a importância do uso consciente do oxigênio em recém-nascidos prematuros. A partir de protocolos definidos e da monitorização constante, conseguimos oferecer um cuidado mais seguro, reduzindo riscos e garantindo melhores condições para o desenvolvimento desses bebês durante a internação”, ressaltou Fernanda, ao destacar que o projeto também tem papel importante na qualificação do cuidado prestado pela equipe multiprofissional.
Além da padronização dos parâmetros de monitorização, o projeto envolve ações contínuas de educação em saúde para os profissionais que atuam no setor. Reuniões, discussões clínicas, orientações à beira do leito e compartilhamento de evidências científicas fazem parte da estratégia de disseminação das boas práticas relacionadas ao uso do oxigênio em prematuros.
“A participação de toda a equipe multidisciplinar é fundamental. Médicos, enfermeiros e fisioterapeutas atuam juntos para monitorar os pacientes e realizar os ajustes necessários nos equipamentos, sempre com foco na segurança e na qualidade do cuidado neonatal”, concluiu Fernanda.
O projeto também prevê auditorias internas periódicas para avaliar a adesão às recomendações estabelecidas. A análise dos resultados permite identificar oportunidades de melhoria e fortalecer a cultura de segurança dentro da unidade neonatal.
Aprovação - A experiência de quem acompanha de perto a recuperação dos recém-nascidos na UTI neonatal também mostra a importância do cuidado multiprofissional no HGT. Mãe do pequeno Davi Lucas, internado na unidade desde o nascimento, a usuária Carla da Costa, 26 anos, está satisfeita com o acompanhamento que Davi recebe.
“Está sendo tudo maravilhoso, a equipe cuida bem dele, são muito atenciosos e sempre estão acompanhando de perto. Graças a Deus, ele evoluiu bastante desde o dia em que foi internado, a melhora dele é visível. As fisioterapeutas fazem exercícios, realizam a aspiração e acompanham tudo com cuidado. Esse trabalho ajudou na melhora dele e a gente percebe que todos estão comprometidos com a recuperação do meu filho”, disse Carla da Costa.
Atualmente, o serviço de fisioterapia é composto por nove profissionais, distribuídos entre as Clínicas de Internação, Pronto Atendimento (P.A), Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) e as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Adulto e Neonatal. Em 2025, o serviço registrou um crescimento de 70% no número de sessões realizadas, totalizando 27.141 atendimentos, o que demonstra a ampliação da assistência e a importância da fisioterapia no cuidado aos pacientes atendidos na unidade.
Para o gerente assistencial do HGT, Milton Peixoto, “investir em protocolos, capacitação das equipes e na ampliação do acesso aos serviços é fundamental para garantir um cuidado cada vez mais seguro e resolutivo aos nossos pacientes. O trabalho desenvolvido pela fisioterapia tem impacto direto na recuperação e na qualidade da assistência prestada no hospital”, destacou.
Serviço: O Hospital Geral de Tailândia dispõe de 71 leitos, incluindo 10 de UTI Adulto e 10 de UTI Neonatal. Os serviços são ofertados aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), com acesso por meio da Central de Regulação Municipal.
Texto da Ascom / HGT

