Hospital Regional do Marajó reforça cuidado com repatriamento inter-hospitalar
Estratégia possibilita que usuários clinicamente estáveis possam dar continuidade ao tratamento em unidades de saúde mais próximas do município de origem e ao lado de familiares
O Hospital Regional Público do Marajó (HRPM), no município de Breves, iniciou um projeto de repatriamento inter-hospitalar voltado especialmente para pacientes em cuidados proporcionais, iniciativa que reforça o compromisso da unidade com uma assistência cada vez mais humanizada. A iniciativa se enquadra nas resoluções que fundamentam a Rede de Atenção à Saúde (RAS) e o sistema de Referência e Contrarreferência, ambos do Sistema Único de Saúde (SUS).
A estratégia busca possibilitar que usuários clinicamente estáveis possam dar continuidade ao tratamento em unidades de saúde mais próximas de seu município de origem, favorecendo a presença da família e da rede de apoio durante o cuidado.
Recentemente, o beneficiado pela iniciativa foi o usuário Benedito Ribeiro Nonato, 85 anos, que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Após estabilização e avaliação da equipe assistencial, foi organizado o repatriamento para continuidade do acompanhamento em serviço mais próximo de sua residência, garantindo segurança clínica e continuidade terapêutica.
Aprovação - A filha do paciente, Maria Raimunda Silva, 54 anos, destacou que o repatriamento representa um alívio para a família, pois permitirá que o pai esteja mais próximo de todos. Segundo ela, a transferência para o Hospital Geral de Portel facilita o acompanhamento familiar e fortalece o apoio ao paciente. “Toda a nossa família está lá. Assim, um pode ajudar o outro. Estar na nossa cidade é melhor, porque qualquer coisa a gente já está perto dele e pode acompanhar. Vai ser muito melhor para todos nós”, afirmou.
Maria Raimunda também ressaltou a importância do diálogo aberto com a equipe multiprofissional do Hospital durante a conferência familiar, quando foram explicados os cuidados proporcionais, os cuidados paliativos e o processo de repatriamento. Para ela, a forma acolhedora como o tema foi tratado ajudou a família a compreender a situação e a tomar decisões com mais segurança.
“Eu achei muito importante a equipe conversar com a gente e explicar que ele poderia ir para a nossa cidade. Foi muito bom poder falar sobre tudo isso, e entender o que está acontecendo. Esse é um caso delicado, mas vocês foram ótimos com a gente. Para mim, foi tudo muito bom”, assegurou.
Para o enfermeiro e supervisor de Enfermagem do HRPM, Silas Campos, “o processo de repatriação inter-hospitalar, especialmente para pacientes em cuidados proporcionais, é uma das formas mais elevadas de assistência humanizada. Do ponto de vista da enfermagem, entendemos que o ambiente e o suporte familiar são componentes essenciais do plano terapêutico. Ao articularmos o retorno desse usuário ao seu município de origem, estamos reduzindo o impacto do distanciamento e garantindo que o acolhimento aconteça perto de suas raízes”.
Ele acrescentou que a possibilidade de permanecer mais próximo da família proporciona um conforto emocional significativo ao paciente e aos seus familiares, que passam a participar de forma mais ativa dos cuidados diários, sem as dificuldades impostas pela distância.
O HRPM integra a rede pública estadual de saúde. É administrado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), em parceria com o Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH). A unidade oferece atendimento de média e alta complexidade e é referência para a população marajoara.
Serviço: O Hospital Regional Público do Marajó fica localizado na Avenida Rio Branco, nº 1.266, Centro.
Texto: Ascom/HRPM

