Cosanpa institui política pioneira de gênero e diversidade na rede pública estadual
Companhia é a primeira empresa pública a elaborar e aplicar o documento no Pará
A Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) tornou-se a primeira empresa pública do Pará a instituir uma Política Institucional de Gênero e Diversidade. Lançado este mês, o documento é baseado em compromissos nacionais e internacionais e passa a nortear o trabalho da Cosanpa na promoção da igualdade de oportunidades, prevenção de atos discriminatórios e integração da perspectiva de gênero em todas as operações internas e externas da Companhia.
“Esse é um marco para a Companhia, para as empresas de saneamento e para o Estado. Ao implantarmos essa política, caminhamos no sentido de estabelecer uma cultura institucional de respeito às pessoas e ampliação da garantia de direitos essenciais como acesso aos serviços de saneamento, saúde e segurança de mulheres”, diz o presidente da Cosanpa, cel. Dilson Júnior.
Construída ao longo dos últimos dois anos, a Política Institucional de Gênero e Diversidade da Cosanpa é resultado de um trabalho desenvolvido no âmbito do Prodesan-Pará, projeto que a Companhia executa, com aporte financeiro do Governo do Pará e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para fortalecer o saneamento na Região Metropolitana de Belém.
O documento está baseado em cinco princípios e seis eixos estratégicos de atuação alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 5 e 6, da Organização das Nações Unidas (ONU), que buscam respectivamente, "alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas" e “assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos”.
Os mesmos ODS também inspiram a campanha da ONU para o Dia Mundial da Água, comemorado sempre no dia 22 do mês de março. Este ano, o tema é Água e Gênero, com foco na água potável e no saneamento como direitos humanos. A campanha aponta que a crise hídrica global afeta a todos, mas não igualmente, sendo as mulheres e meninas as mais afetadas.
A Cosanpa ressalta que é necessário ouvir e incluir o público feminino nas decisões sobre água e o desenvolvimento sustentável. "O tema proposto pela ONU para este ano chama atenção para a desigualdade de acesso à água e saneamento e como isso impacta mais meninas e mulheres. Nesse sentido, para a Cosanpa, a política de gênero representa mais que uma diretriz institucional, ela será parte da cultura organizacional, orientando decisões, projetos e a relação destes com os territórios atendidos. Garantir a participação das mulheres nos processos decisórios é fortalecer a governança da água e construir soluções mais eficazes e sustentáveis”, explica Natasha Vasconcelos, subcoordenadora de Fortalecimento Institucional, Gênero e Comunicação do Prodesan Pará.
Além da Política Institucional de Gênero e Diversidade, a Cosanpa vem desenvolvendo ações e fomentando parcerias para ampliar o conhecimento sobre os direitos das mulheres e estimular uma mudança cultural em ambientes onde a desigualdade ainda é naturalizada.
Em 2025, a Companhia recebeu a adesão de diferentes instituições ao “Prodesan Cidadania”, projeto que tem como foco fortalecer a escola como ambiente de transformação social, valorizando seu papel como espaço de formação crítica, participação comunitária e promoção de direitos.
As ações estão organizadas em dois eixos principais: Educação Ambiental e Educação para a Cidadania, que de forma complementar abordam temas como a importância da água, do saneamento e da preservação dos recursos naturais e o fortalecimento da cultura de direitos e prevenção da violência e discriminação.
Entre as instituições que aderiram ao Protocolo estão a Universidade Federal do Pará (UFPA); a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA); o Núcleo de Prevenção e Enfrentamento à Violência de Gênero da Defensoria Pública do Estado (NUGEM - DPE); e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Também, participaram os conselhos regionais de Engenharia e Agronomia (CREA-PA), de Arquitetura e Urbanismo do Pará (CAU-PA); a Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar, no âmbito do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (CEVID - TJPA); a Organização Mandí; e a Prefeitura Municipal de Belém, por meio da Secretaria Executiva de Inclusão Produtiva.

