Hemopa e Seduc assinam termo de cooperação para garantir escolarização de pacientes em tratamento
Parceria assegura atendimento educacional hospitalar e domiciliar a crianças, adolescentes e jovens acompanhados pela Fundação
A Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) assinaram, nesta terça-feira (24), a renovação do Termo de Cooperação Técnica que garante a continuidade da escolarização de pacientes em tratamento hematológico no Estado. A cerimônia foi realizada no auditório Osvaldo Bellarmino, na sede da Fundação, em Belém.
A iniciativa assegura atendimento educacional hospitalar e domiciliar a crianças, adolescentes e estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), permitindo que os pacientes mantenham vínculo com a escola mesmo durante o tratamento de saúde.
Atualmente, 71 pacientes são atendidos pela iniciativa, que passa a ser denominada Escola Hospitalar do Hemopa, anteriormente estruturada como classe hospitalar da instituição. O atendimento ocorre em espaços como sala de aula, brinquedoteca e durante procedimentos transfusionais, além de ações domiciliares e acompanhamento pedagógico às escolas de origem.
“Essa é uma parceria muito importante, que já vem sendo desenvolvida há alguns anos entre o Hemopa e a Seduc, e que reforça a humanização no atendimento aos nossos pacientes. Além do tratamento de saúde, conseguimos garantir a inclusão educacional”, destacou o presidente da Fundação Hemopa, Paulo Bezerra.
A parceria prevê atuação conjunta na oferta de professores e técnicos especializados, acompanhamento pedagógico contínuo e garantia de estrutura adequada para o desenvolvimento das atividades educacionais. “O atendimento educacional a estudantes em tratamento de saúde é uma garantia de direitos. Mesmo nesse período, eles precisam ter continuidade no processo de ensino-aprendizagem”, afirmou a coordenadora de Educação Especial da Seduc, Denise Correia.
A representante da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), Camila Bandeira, ressaltou que a iniciativa fortalece a política pública integrada no Estado. “A escolarização contribui não apenas para o aprendizado, mas também para o desenvolvimento emocional, social e cognitivo desses estudantes”, disse.
O modelo adotado integra metodologias diferenciadas e a pedagogia de projetos, com foco na adaptação do ensino à realidade dos estudantes em tratamento. “A Escola Hospitalar funciona com diferentes tipos de atendimento, incluindo apoio pedagógico durante consultas, exames e procedimentos, além do acompanhamento na escola de origem e do atendimento domiciliar”, explicou a pedagoga da Fundação Hemopa, Gilda Saldanha.
A pedagoga Joyce Cunha destacou o impacto do acompanhamento educacional ao longo do tratamento. “Mesmo diante das limitações, o atendimento educacional é essencial para garantir a continuidade dos estudos e o desenvolvimento da autonomia”, afirmou.
Para a artesã Milene Tassila, mãe de paciente atendido pela iniciativa, o serviço trouxe mais segurança e perspectiva de futuro. “Hoje, mesmo durante os procedimentos, ele continua estudando. Isso mudou completamente a nossa rotina”, relatou.

