Obras da base operacional do Parque Estadual das Árvores Gigantes da Amazônia avançam e fortalecem gestão ambiental
De acordo com o planejamento da obra, essa fase inicial deve ser concluída em até 60 dias
Foram iniciadas as obras de construção da base operacional do Parque Estadual das Árvores Gigantes da Amazônia, localizado no município de Almeirim, na região oeste paraense. A iniciativa integra o projeto “Árvores Gigantes para uma Nova Era – Fase II”, que busca estruturar e consolidar a gestão da unidade de conservação, considerada uma das áreas mais emblemáticas da biodiversidade amazônica.
As ações são lideradas pelo Governo do Pará, por meio do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), em parceria com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e financiamento do Andes Amazon Fund (AAF). Neste momento, as equipes estão concentradas na limpeza da área onde será implantada a estrutura, além do beneficiamento da madeira que será utilizada na construção da base operacional e da casa de apoio.
De acordo com o planejamento da obra, essa fase inicial deve ser concluída em até 60 dias. Após o beneficiamento do material, será iniciada a etapa de construção das edificações, que vão garantir melhores condições de trabalho e permanência para as equipes que atuam na gestão do Parque. O início das atividades no local contou com a presença de representantes do Ideflor-Bio, da FAS, da Cooperativa de Ecoturismo da Região do Vale do Jari (COOPETU JARI) e da empresa responsável pela execução dos serviços.
Localização estratégica - A base física está sendo implantada às margens do rio Jari, nas proximidades da cachoeira do Urucupatá, um dos cenários naturais que compõem a paisagem do território protegido. A estrutura foi planejada para abrigar alojamentos e ambientes de trabalho necessários ao funcionamento da gestão do Parque, servindo como ponto de apoio para ações de monitoramento ambiental, fiscalização, pesquisa científica e organização da visitação sustentável.
Além de fortalecer a presença institucional no território, a estrutura também deve contribuir para ampliar o conhecimento científico sobre a região e estimular atividades de turismo de natureza. A construção prioriza práticas sustentáveis, incluindo o aproveitamento de madeira caída encontrada no próprio local de instalação da base, evitando a necessidade de extração adicional de recursos florestais.
Pertencimento - Outro destaque do projeto é a participação direta da comunidade local nas atividades de construção. A equipe que atua na obra é formada por trabalhadores da própria região, valorizando o conhecimento tradicional sobre o território e gerando oportunidades de trabalho e renda para moradores do entorno da unidade de conservação.
Criado em setembro de 2024, o Parque Estadual das Árvores Gigantes da Amazônia protege cerca de 560 mil hectares de floresta e abriga algumas das maiores árvores já registradas no Brasil. Entre elas está um angelim-vermelho com 88,5 metros de altura e aproximadamente 400 anos de idade, reconhecido como a maior árvore da América Latina. A unidade representa um patrimônio ecológico singular e estratégico para a conservação da biodiversidade amazônica.
Para o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, o início das obras marca um momento importante para consolidar a presença do Estado na proteção da área. “A implantação da base operacional representa um avanço fundamental para a gestão do Parque das Árvores Gigantes. Essa estrutura vai garantir melhores condições para as equipes que atuam na conservação da área, além de apoiar pesquisas científicas e fortalecer o turismo sustentável em uma região de enorme valor ambiental para o Pará e para o Brasil”, afirmou.
Avanços - A coordenadora de projetos da FAS, Juliane Menezes, destaca que o avanço das obras simboliza um passo decisivo para a implementação da unidade de conservação. “Ver esta etapa começar é muito significativo. A base operacional vai proporcionar melhores condições de permanência e segurança para a gestão operacional, o monitoramento, a fiscalização e as atividades previstas no decreto de criação, como a pesquisa científica e o turismo sustentável. Esta iniciativa consolida a proteção de um patrimônio de extrema relevância ecológica e, ao mesmo tempo, impulsiona o turismo de base comunitária no entorno”, afirma.
O gerente da Região Administrativa de Belém do Ideflor-Bio e presidente da Rede Brasileira de Trilhas, Júlio Meyer, que também coordena os trabalhos, ressalta que a estrutura será essencial para o futuro da unidade. “Estamos iniciando uma etapa muito importante para a implementação do Parque. A base operacional vai permitir que as equipes tenham condições adequadas para desenvolver atividades de gestão, monitoramento e pesquisa, além de apoiar o planejamento da visitação. Esse investimento fortalece a proteção das árvores gigantes e abre caminho para o desenvolvimento do turismo sustentável na região”, destacou.

