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Operação integrada fecha abatedouros clandestinos e apreende carne imprópria em Paragominas

No município, a Adepará intensificou o combate ao abate clandestino e fechou quatro estabelecimentos com criação irregular de animais

Por Rosa Cardoso (ADEPARÁ)
31/03/2026 15h17

Uma ação integrada de fiscalização realizada nesta terça-feira (31) reforçou o combate ao abate clandestino e às irregularidades sanitárias em Paragominas, no Sudeste do Pará. A operação resultou na interdição de quatro estabelecimentos e na inutilização de produtos cárneos considerados impróprios para o consumo.

A iniciativa foi coordenada pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) e contou com apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), Secretaria de Urbanismo (Semur), Vigilância Sanitária e Polícia Civil.

O objetivo da força-tarefa foi coibir práticas ilegais relacionadas ao abate de animais e à produção de alimentos sem controle sanitário, que representam risco à saúde pública e prejuízos ao agronegócio.

Fiscalização do Grupo Tático Operacional da Adepará

As ações tiveram início ainda nas primeiras horas do dia, conduzidas pelo Grupo Agropecuário Técnico Tático e Operacional (Gatto), formado por fiscais estaduais agropecuários médicos veterinários.

Abatedouro clandestino em área urbana

A primeira ocorrência foi registrada no bairro Promissão, onde os agentes localizaram um abatedouro ilegal de suínos funcionando em plena área urbana.

No local, foram encontrados quatro animais vivos em condições precárias, além de instrumentos de abate sem qualquer padrão de higiene. A equipe também identificou o cozimento irregular de vísceras e o armazenamento de carcaças em freezer doméstico, sem controle sanitário ou de temperatura.

Diante das irregularidades e do risco à população, o estabelecimento foi interditado com base na legislação estadual vigente.

 Graves irregularidades na zona rural

A segunda ação ocorreu em uma propriedade rural, onde os fiscais constataram uma estrutura clandestina de abate com condições insalubres.

No local, havia carcaças sem identificação ou selo de inspeção, além de ossadas, couros e restos de animais espalhados pelo terreno, evidências de atividade sistemática e ilegal.
Toda a carne armazenada foi apreendida e inutilizada por representar potencial risco de transmissão de doenças.

Apesar de possuir cadastro para criação de bovinos e equídeos, o imóvel não tinha autorização para realizar abate, o que levou à interdição total das áreas de manipulação.

Combate contínuo

Segundo a Adepará, as operações reforçam o compromisso com a segurança alimentar e a proteção da cadeia produtiva no Estado. “O abate clandestino coloca em risco a saúde da população e prejudica produtores que atuam dentro da legalidade”, destacou o coordenador do Gatto, Gustavo Amaral.

O gerente de fiscalização do trânsito agropecuário, Paulo Bastos, informou que todos os responsáveis pelas atividades ilegais foram autuados e conduzidos, juntamente com os equipamentos apreendidos, à Delegacia de Polícia  Civil de Paragominas.

 Denúncias

A população pode denunciar práticas de abate clandestino diretamente nas unidades locais da Adepará ou por meio da Ouvidoria da Agência de defesa (91) 99392-4720 (WhatsApp).