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DEFESA VEGETAL

Adepará treina equipes para uso de aplicativo que reforça o monitoramento da mosca-da-carambola no Pará

Ferramenta digital está em teste em todas as regiões do Estado onde é feito o monitoramento do inseto, uma das principais ameaças à fruticultura nacional

Por Rosa Cardoso (ADEPARÁ)
01/04/2026 16h34
Em campo, testando o aplicativo de monitoramento da mosca-da -carambola

Servidores da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) receberam treinamento durante o mês de março para utilização de um novo sistema digital voltado ao monitoramento da mosca-da-carambola, praga que representa risco à fruticultura. A ferramenta passa a apoiar as ações do Programa Estadual de Controle e Erradicação da praga em todo o Estado.

A capacitação foi realizada nas gerências regionais da agência em Castanhal, Capanema e Capitão Poço, Almeirim e Juruti. Participaram servidores de diversos municípios atendidos por essas unidades e que atuam diretamente no monitoramento em campo.

Josivan Barbosa e a aula prática para os servidores de Juruti

Durante o treinamento na região Nordeste do Estado, o servidor Josivan Barbosa, da Diretoria de Defesa e Inspeção Vegetal, responsável pelo desenvolvimento do Aplicativo de Monitoramento de Armadilhas da Mosca-da-Carambola (Bactrocera carambolae), apresentou o funcionamento da ferramenta. O sistema foi criado para garantir maior fidelidade e confiabilidade às informações coletadas nas atividades de campo.

Na prática, os técnicos receberam orientações detalhadas sobre cadastro de armadilhas, registro de monitoramento e geração de planilhas. Os dados são integrados diretamente ao sistema SIDIV/SIDIAGRO, permitindo mais agilidade na gestão das informações.

Ferramenta para uso em campo

O aplicativo será instalado em celulares e tablets das unidades da Adepará e poderá ser utilizado pelas equipes mediante acesso ao SIDIV, disponível no site da agência.

Inicialmente, o sistema funciona apenas em smartphones com sistema Android. O acesso pode ser feito pelo portal da Adepará ou pelo caminho: Portal SIDIAGRO → Defesa Vegetal → baixar o aplicativo.

Uma das vantagens da ferramenta é o funcionamento híbrido. O técnico pode registrar as informações mesmo sem internet durante o trabalho em campo e sincronizar os dados posteriormente quando houver conexão. 

Além disso, o aplicativo deve otimizar os procedimentos de registros e monitoramento das armadilhas do programa em todo o território paraense.

Durante os treinamentos, os servidores também simularam o cadastro das armadilhas e o fluxo de envio das informações para o sistema.

Treinamentos nas Regionais

Equipes da Regional de Capanema receberam o treinamento

Em Castanhal, a capacitação ocorreu no auditório da unidade regional, reunindo servidores que atuam em cerca de 20 municípios da área de abrangência.

Já em Capanema, o treinamento foi realizado na sede do Sebrae para representantes de sete unidades locais.

No município de Capitão Poço, região que atua há duas décadas no monitoramento da praga, a capacitação ocorreu na Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e contou com a participação de dez servidores representando sete municípios.

“Eu vejo essa ferramenta como um passo à frente do nosso trabalho uma vez que nós estamos tecnificando as nossas atividades. Hoje, com esse monitoramento feito através de tablets e de celulares através do sistema ele informa em tempo real os monitoramentos feitos em cada uma das armadilhas distribuídas nos municípios. Então, isso dá uma agilidade muito grande na questão das respostas com relação a essas atividades”, destaca Pedro Pedrosa, da Regional de Capitão Poço.

Em Capitão Poço existem quatro rotas que são monitoradas e mais de 100 armadilhas instaladas. O agente fiscal agropecuário Dinael Mota, um dos responsáveis pelo monitoramento da mosca na região, explica que o trabalho de campo é realizado ao longo de três dias. Segundo ele, “o uso do aplicativo torna o processo mais ágil e confiável, pois permite o registro das informações diretamente no local, garantindo maior precisão dos dados coletados”.

Em Juruti, o treinamento para implementação do Aplicativo de Monitoramento da Mosca da Carambola reuniu as equipes da Unidade Local de Sanidade Agropecuária (ULSA) que atuam nessa atividade nos municípios do Baixo Amazonas. O município é um local estratégico para a prevenção da praga, pois o porto da cidade é a primeira parada dos navios que fazem a rota Amazonas - Pará, além de ter uma comunicação terrestre via Juruti-velho e a Vila Amazônia , localizado em Parintins (AM).

Modernização do monitoramento

Os testes do novo sistema digital estão em andamento em todo o Estado. O objetivo é identificar possíveis ajustes antes da implantação definitiva. “A ideia é detectar eventuais inconsistências e realizar os ajustes finais. A previsão é que até o final de março o sistema esteja oficialmente implantado, permitindo que todo o monitoramento seja feito pelo novo modelo digital”, disse Josivan Barbosa, da equipe que desenvolveu a ferramenta.

Adalberto Tavares orienta na prática o uso da ferramenta

Para Adalberto Tavares, gerente do programa, a nova ferramenta valoriza o trabalho realizado pelos técnicos em campo. “É uma forma de transformar os excelentes resultados obtidos pelas equipes em dados organizados, com mais controle, gestão e segurança das informações. Além de facilitar o trabalho dos técnicos, também traz economia de tempo nas ações de monitoramento”, explicou.

Atualmente, as equipes da Adepará já realizam testes do aplicativo durante as atividades de monitoramento da mosca-da-carambola no campo.

Reconhecimento nacional

Em 2024, o Programa de Erradicação da Mosca-da-Carambola no Pará, coordenado pela Adepará, recebeu o selo de Boas Práticas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O reconhecimento destaca a qualidade das ações de defesa fitossanitária desenvolvidas no estado.

Treinamento de equipes em Capitão Poço

O trabalho reúne boas práticas agrícolas, monitoramento permanente e fiscalização rigorosa. Essa estratégia tem sido fundamental para proteger a fruticultura paraense e garantir a competitividade da produção brasileira no mercado.