Dupla é presa em Soure pelas Polícias Civil e Militar por suspeita de homicídio doloso
Crime aconteceu na madrugada do dia 1º de abril no arquipélago marajoara
A ação conjunta das Polícias Civil e Militar, em Soure, resultou na prisão em flagrante de um homem e uma mulher, suspeitos de praticarem os crimes de homicídio doloso e tráfico de entorpecentes. O crime ocorreu ainda na madrugada da quarta-feira (1º), e as prisões aconteceram de tarde.
O homem de 24 anos foi conduzido para a Delegacia de Soure pela Polícia Militar. Ele é suspeito de ter estrangulado a vítima até à morte dela. A companheira da vítima foi levada à unidade policial na condição de testemunha e vítima de agressão por parte do suspeito, no entanto, no decorrer dos procedimentos legais, a versão dela, de vítima, não se sustentou e ela também foi presa.
O caso
Na madrugada de 1º de abril, Maria Laura Pantoja Brandão, de 21 anos, foi morta por estrangulamento enquanto dormia em casa com a companheira dela.
No relato inicial à polícia, a companheira de Maria Laura contou que o imóvel foi invadido pelo suspeito. As forças de segurança foram acionadas, mas Maria Laura chegou morta ao Hospital Municipal de Soure.
“A guarnição da Polícia Militar conseguiu prender o suspeito do crime logo após o fato. A companheira da vítima foi conduzida como testemunha do crime, já que ela presenciou toda a ação do homem, que também a agrediu. De acordo com os relatos, após invadir a casa, o homem exigiu aparelhos celulares e utilizou uma corda que estava no local para amarrar Maria Laura pelos pés e mãos. Em seguida, aplicou a corda no pescoço da mulher, provocando o estrangulamento. A companheira da vítima informou, em depoimento, que tentou intervir e foi agredida com um soco no rosto e também sofreu tentativa de estrangulamento”, detalhou o delegado Pedro Silva, responsável pelo caso.
Após o crime, o homem, que possui antecedentes criminais por tráfico de drogas e roubo, foi visto fugindo do local, mas foi preso por uma guarnição da Polícia Militar.
“Durante as nossas investigações, conseguimos identificar que o entorpecente e os aparelhos celulares estavam escondidos na residência em que o suspeito estava hospedado, onde foram apreendidos 11 petecas de maconha, 28 petecas de crack e um aparelho celular. Outros dois telefones foram apreendidos com uma mullher, que confessou em depoimento que comercializava drogas e que já havia vendido entorpecentes ao homem anteriormente, confirmando que a droga apreendida lhe pertencia", informou o delegado.
O delegado Pedro Silva acrescentou: "Nós identificamos ainda elementos que fundamentaram a prisão em flagrante da companheira da vítima. Ela se colocou, inicialmente, como vítima da ação do sujeito, mas seu relato apresentou contradições e comportamentos incompatíveis”.
De acordo com a polícia, a mulher colaborou materialmente com o agressor, ajudando a retirar a motocicleta de dentro da residência. Além disso, o exame de corpo de delito indicou que ela tinha lesões produzidas por instrumento contundente, com marcações compatíveis com asfixia ou meio cruel, indicando que ela esteve em contato físico direto com a dinâmica violenta do crime.
“De acordo com todas as situações apuradas pela autoridade policial, foi possível concluir a existência de indícios suficientes de participação da companheira da vítima no homicídio, procedendo à sua autuação em flagrante. O delegado responsável pelo caso já representou pela prisão preventiva de ambos os presos e o caso foi encaminhado ao Poder Judiciário, com solicitação de necropsia à Polícia Científica do Pará para complementar as investigações”, informou o delegado Felipe Silva, titular da Superintendência Regional dos Campos do Marajó.

