Mais de meio milhão de pessoas já visitou o Parque do Utinga na capital paraense
Espaço se consolida como um dos espaços naturais mais visitados do Brasil
O Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna, em Belém, tem se consolidado como um dos principais espaços de lazer, educação ambiental e contato com a natureza da capital paraense. Ao longo dos últimos anos, a unidade de conservação tem registrado crescimento contínuo na presença do público. Em 2025, ultrapassou a marca de 590 mil visitantes, em um único ano, e reforçando sua importância para a população da Região Metropolitana.
O fluxo crescente de visitantes evidencia a atratividade do Parque, um dos destinos de natureza mais procurados do país. Em levantamento realizado pelo Instituto Semeia, e divulgado no início de 2025, o Utinga figurava entre os parques mais visitados do Brasil, ocupando a 8ª posição no ranking nacional e destacando-se especialmente entre as unidades estaduais, nas quais alcançou a 2ª colocação, atrás apenas do Parque Estadual do Cocó, no Ceará.
A procura pelo espaço se mantém elevada durante todo o ano, com períodos de maior movimento em diferentes meses. Em determinados momentos, a unidade chega a registrar mais de 60 mil visitantes em um único mês, demonstrando a forte adesão do público às atividades de lazer ao ar livre, prática esportiva e contemplação da natureza disponíveis no local.
O presidente do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), Nilson Pinto, destaca que o órgão tem atuado para garantir que o espaço permaneça preparado para receber a população, conciliando conservação ambiental e acesso público. “Vir ao Utinga é uma forma de respirar melhor, de se reconectar com a natureza sem sair da cidade. Cada visita é uma experiência diferente, e dá orgulho ver o Parque cada vez mais cuidado e acessível para todos”, frisou.
Importância - O crescimento da visitação está diretamente relacionado ao papel estratégico do Parque Estadual do Utinga como área protegida em meio ao espaço urbano. Com mais de 1,3 mil hectares de floresta preservada, a unidade protege mananciais fundamentais para o abastecimento de água de Belém, abriga rica biodiversidade e funciona como um verdadeiro laboratório a céu aberto para ações de educação ambiental, pesquisas científicas e atividades de sensibilização ecológica.
Além da relevância ambiental, o Utinga também se destaca como um dos principais espaços de lazer da capital paraense. Trilhas, áreas para caminhada, ciclismo, atividades educativas e o contato direto com a fauna e a flora atraem famílias, estudantes, atletas e turistas, fortalecendo o papel social do Parque na promoção de qualidade de vida e bem-estar em uma das maiores cidades da Amazônia.
Melhorias - Para acompanhar a crescente procura pelo espaço, o Governo do Pará, por meio do Ideflor-Bio, tem investido na ampliação da infraestrutura da unidade. Entre as principais iniciativas está a construção do Novo Centro de Apoio aos Visitantes, que contará com museu, auditório, cafés e áreas administrativas, além de melhorias estruturais como a revitalização de trilhas, novas sinalizações e a ampliação da infraestrutura voltada a pesquisadores e turistas.
Para o gerente da Região Administrativa de Belém do Ideflor-Bio, Júlio Meyer, o conjunto de investimentos em infraestrutura, valorização ambiental e gestão integrada projeta o Parque Estadual do Utinga como um símbolo de conservação aliado ao desenvolvimento sustentável na capital paraense.
“O aumento expressivo da visitação demonstra que o Parque Estadual do Utinga cumpre sua missão ambiental e social. Estamos trabalhando para garantir que esse crescimento venha acompanhado de infraestrutura adequada, segurança e ações permanentes de educação ambiental”, enfatizou Meyer.

