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Fórum no PCT Guamá discute papéis, conexões e oportunidades de inovação

No evento foi apresentado o primeiro Núcleo de Inovação em Rede da Amazônia (iNREDE), que une competências para enfrentar o desafio da transferência de tecnologia

Por Ascom Fundação Guamá (PCTGuamá)
16/04/2026 17h36

O Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, em Belém, realizou nesta quinta feira (16) o “Fórum de Atores da Inovação: Papéis, Interfaces e Oportunidades”, reunindo pesquisadores, empresários, empreendedores e agentes que atuam com ciência e tecnologia no Pará. O evento movimentou o Guamá Hub, novo espaço de encontros e negócios do complexo.

“Esse momento é fundamental porque sentimos a necessidade dessa conexão entre pesquisador e setor empresarial. Pela nossa formação acadêmica, isso não é muito claro. Esse momento serve para nos esclarecer e mostrar caminhos para essa aproximação”, disse o pesquisador Júlio Pieczarka, que atua no PCT.

O Fórum reuniu pesquisadores, empresários, empreendedores e agentes que atuam com ciência e tecnologia no Pará

A programação promoveu debates sobre formas de cooperação entre Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), empresas e governo. O evento reforçou a consolidação da Amazônia como um ambiente propício ao desenvolvimento de empreendimentos inovadores, reduzindo barreiras jurídicas para colaborações científicas e tecnológicas.

Professor Gesil Sampaio Amarante, diretor do Parque de Ciência e Tecnologia do Sul da Bahia

Marco Legal - O Fórum contou com a participação do pesquisador Gesil Sampaio Amarante, diretor-presidente do Parque de Ciência e Tecnologia do Sul da Bahia, que compartilhou experiências e conhecimentos sobre o Marco Legal da Inovação, do qual participou na construção jurídica das normas de estímulo à pesquisa científica e ao desenvolvimento tecnológico.

“A gente viu, pelas falas, que existem muitas iniciativas. É importante organizar melhor a conexão entre essas várias competências e fazer com que a eficiência geral seja maior. As pessoas precisam de mais momentos como esse para se encontrar, trabalhar juntas e dividir esforços. Vocês estão muito bem, e vão fazer muita diferença no Pará”, afirmou Gesil Sampaio.

Para Mônica Silva, que atua com projetos de impacto em uma universidade particular em Belém, a presença no Fórum permitiu um diálogo necessário. “É sempre muito relevante estar nesses eventos, olhar para outros atores do ecossistema de inovação, para o que estamos fazendo e como podemos melhorar nossa integração, nossos processos e parcerias”, declarou.

Deisiane de Alencar (c), consultora do Ministério da Agricultura no Pará

Segundo Deisiane de Alencar, consultora de Inovação do Ministério da Agricultura no Pará, “esse tipo de evento, que atrai atores regionais e locais, é importante para refletir sobre o que cada um pode fazer”.

Walter Junior, CEO da startup Inteceleri, empresa com produtos para educação, destacou o potencial da aproximação entre quem inova na Amazônia. “A reunião com atores da inovação nos faz fortalecer ainda mais esse ecossistema, para que consigamos mapear o que estamos construindo, e fazer com que nossa inovação gere impacto na sociedade”, ressaltou.

Walter Jr, CEO da Inteceleri: gerar impacto na sociedade

Colaboração em rede - No encontro, o Instituto Sustentabilidade da Amazônia com Ciência e Inovação (iSACI), residente do PCT, em parceria com a Fundação Guamá, gestora do Parque, apresentou o primeiro Núcleo de Inovação em Rede da Amazônia (iNREDE).

“A iniciativa tem o propósito de reunir competências para que possamos, de maneira orquestrada, enfrentar o desafio da transferência de tecnologia e da propriedade intelectual que existe na região. A ideia é atuar em colaboração”, explicou Rosinei Oliveira, pesquisador do iSACI.

O iNREDE é um hub que pretende impulsionar a conexão entre a academia e o mercado, gerindo contratos, parcerias e ativos de propriedade intelectual com a agilidade operacional do setor privado. O objetivo é articular habilidades para converter o potencial intelectual da Amazônia em soluções.

“A ideia central é aglutinar esforços em torno de temas comuns, sem replicação, já que temos exiguidade de recursos humanos e financeiros. Diante desse cenário é preciso somar esforços, tarefas e até superar egos. O iNREDE é essa estrutura que reúne competências de várias instituições e coloca todos no mesmo ambiente, potencializando, acelerando e aprimorando a inovação”, enfatizou Renato Francês, diretor Técnico da Fundação Guamá.