Podcast paraense 'Toró de Ciência' estreia com debates sobre estudos, tecnologia e inovação
Idealizado pelo LabCDC, associado ao PCT Guamá, o podcast vai estar acessível, nesta sexta-feira (17), nas principais plataformas de áudio
Estreia nesta sexta (17), o “Toró de Ciência”, podcast que deve ser um novo canal de difusão científica na Amazônia. Desenvolvido pelo Laboratório de Comunicação e Difusão da Ciência (LabCDC). O Laboratório é vinculado ao CCAD-IA e à parte do ecossistema de inovação do Parque de Ciência e Tecnologia Guamá. Já no primeiro episódio, o programa vai discutir os desafios provocados a partir do surgimento das IAs generativas.
Além de esclarecer mitos e verdades em torno da Inteligência Artificial, o professor Renato Francês, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) IAmazônia, é o convidado do primeiro episódio. Ele vai apresentar projetos nas áreas da saúde, segurança e educação desenvolvidos no Centro de Computação de Alto Desempenho e Inteligência Artificial (CCAD-IA). Francês também abordará uma questão recente e que já preocupa desenvolvedores e gestores: o envenenamento de Large Language Models (LLMs).
A apresentação fica por conta do time de comunicação do LabCDC, com supervisão da professora Ana Lúcia Prado, da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Pará (Facom-UFPA) e do Programa em Pós-Graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia (PPGCom/UFPA). “A finalidade do podcast é criar mais uma estratégia de difusão científica em um outro suporte, no caso, nas plataformas de áudio e vídeo. Os podcasts têm tido ótima receptividade junto aos diversos públicos”, diz a docente da UFPA.
Em formato de bate-papo, para dar mais dinâmica aos programas, o podcast quer ser mais uma ferramenta de democratização da ciência, divulgando pesquisas e produtos criados por pesquisadores amazônidas. “A ciência precisa desmistificar a ideia de que é compreendida apenas pelos pares. Esperamos conseguir alcançar o objetivo, que é simplesmente mostrar que a ciência é acessível para todo mundo. Não estamos visando apenas a um público, mas a vários públicos”, explica a professora Ana Prado.
Além do formato adotado, o nome do podcast também busca essa aproximação com um público mais amplo. “O nome ‘Toró de Ciência’ foi sugerido porque a chuva e o toró são características muito marcantes da região amazônica. Como queremos falar muito sobre ciência, nada melhor para hiperbolizar o nosso objetivo do que o nome ‘Toró’”, conta a pesquisadora.
Os desafios da Amazônia
Com dimensões continentais e dificuldades de acesso a determinados meios de comunicação, o formato adotado pode facilitar a disseminação de informações seguras para o público em geral. “Partimos do princípio de que ainda temos uma região com diferentes níveis de acesso à comunicação e à informação. Temos locais com boa qualidade de internet e locais onde só chega o rádio convencional. A difusão da ciência tem que procurar chegar a todos os públicos”, explica Ana Prado.
Além de debater, ao longo dos episódios, temas relacionados à ciência, tecnologia e inovação na Amazônia, o podcast também é um espaço de aprendizado para os alunos de comunicação integrados ao laboratório.
“O projeto acabou exigindo de tudo um pouco na hora de aplicar os aprendizados de sala de aula na prática. Não só foram demandadas práticas com edição e captação de áudio, como as feitas nas disciplinas de rádio, mas a gravação do episódio piloto foi um aprendizado à parte sobre a resolução de problemas técnicos que, muitas vezes, não temos muita noção dentro das atividades nas disciplinas”, explica Felipe Vilhena, estudante de jornalismo da UFPA.
Serviço:
Quer ficar por dentro de tudo que acontece no ecossistema de inovação da Amazônia? O Toró de Ciência vai estar disponível nos canais do LabCDC do YouTube e do Spotify.

