Semas aprova construção do primeiro centro estadual para tratamento de animais silvestres na Ufra
O novo local foi aprovado por unanimidade pela Câmara de Compensação Ambiental da Secretaria. A Universidade já dispõe de estrutura e formação acadêmica para abrigar o Cetras.
A 22ª Reunião Extraordinária da Câmara de Compensação Ambiental, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), aprovou por unanimidade, nesta quinta-feira (17), a mudança de local para a construção do primeiro Centro Estadual de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras), que será implantado na Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), em Belém. A decisão reforça a política pública de conservação da fauna no Pará ao unir estrutura universitária, suporte técnico-científico e formação acadêmica em torno do atendimento a animais silvestres resgatados.
A nova localização foi aprovada a partir de justificativa técnica apresentada pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), que destacou a Ufra como espaço mais adequado para o funcionamento do Cetras, por contar com hospital veterinário, laboratórios especializados, corpo docente qualificado e ambiente acadêmico capaz de dar suporte permanente às atividades de recepção, triagem, tratamento e reabilitação dos animais.
Anteriormente, o Cetras seria instalado no Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia, localizado em Marituba, na Região Metropolitana de Belém. O documento também aponta que a mudança amplia a eficiência do uso dos recursos, reduz custos operacionais e fortalece a governança compartilhada entre Estado e universidade.
Decisão acertada - Durante a reunião, o secretário-adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, disse que a decisão atende a um objetivo antigo das instituições envolvidas, tornando o projeto mais efetivo.
“Esta Câmara de Compensação Ambiental está de parabéns, assim como o Ideflor-Bio e a Ufra, porque esse era um desejo antigo: destinar esse recurso para um espaço mais estruturado, dentro de um ambiente que já reúne alunos, professores, pesquisadores e profissionais da Medicina Veterinária que já atuam com o cuidado desses animais. Foi uma decisão muito acertada, mais adequada à realidade, e que certamente vai garantir mais efetividade ao propósito do Cetras”, avaliou Rodolpho Zahluth Bastos.
Ele também ressaltou que a atualização da legislação estadual permitiu a nova destinação da obra para uma área inserida em unidade de conservação, tornando viável a implantação do Centro em um local mais estratégico.
“A Lei 10.751 permitiu essa destinação para uma área de proteção ambiental, o que abriu caminho para uma escolha que desde o início era vista como a mais adequada. Na Ufra, com apoio do ambiente universitário e dos alunos de Medicina Veterinária, o Cetras terá mais qualidade e efetividade no cumprimento da sua missão”, reiterou o secretário-adjunto.
Para o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto de Oliveira, a escolha da Ufra representa um ganho direto à qualidade do atendimento e à integração com ensino e pesquisa. Segundo ele, “é bom para todo mundo, porque lá o nosso centro de atenção aos animais silvestres vai contar com o apoio de estudantes, pesquisadores e professores do curso de Veterinária. Na prática, será uma estrutura muito mais qualificada para o cuidado com a fauna silvestre. É uma decisão excelente, que certamente vai melhorar a qualidade do atendimento”, afirmou Nilson Pinto.

