Governadora Hana Ghassan institui Dia Estadual das Unidades de Conservação e reforça agenda ambiental do Pará
Data agora é lembrada em 18 de julho no Estado, que soma 29 unidades de conservação: geridas pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), elas são estratégicas à proteção de ecossistemas da Amazônia
Instituída por lei sancionada pela governadora do Pará, Hana Ghassan, a criação do Dia Estadual das Unidades de Conservação do Pará foi oficializada esta quarta-feira (22), com a sua publicação no Diário Oficial do Estado (DOE).
A nova data, que passa a integrar o calendário oficial do Estado, será celebrada anualmente em 18 de julho, em referência à promulgação da Lei Federal nº 9.985/2000, que criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), marco legal da política ambiental brasileira.
A medida representa um avanço no reconhecimento da importância das áreas protegidas para a conservação da biodiversidade e para o desenvolvimento sustentável. No Pará, as atuais 29 unidades de conservação são geridas pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio). Juntas, elas desempenham um papel estratégico na proteção dos ecossistemas, na manutenção dos recursos naturais e na promoção de atividades econômicas sustentáveis, como o turismo de base comunitária e o manejo florestal.
Ações valorizam preservação
De acordo com o texto da lei, além de instituir a data comemorativa, o governo do Estado poderá promover, em articulação com instituições públicas e privadas, uma série de ações voltadas à valorização dessas áreas.
Estão previstas iniciativas de caráter educativo, econômico, cultural e socioambiental, com o objetivo de ampliar a conscientização da sociedade sobre a relevância das unidades de conservação.
Bioeconomia em foco
No Pará, as unidades de conservação são fundamentais não apenas para a proteção da floresta amazônica, mas também para a geração de renda e melhoria da qualidade de vida das populações que vivem nesses territórios. Um desses exemplos são as Florestas Estaduais (Flotas) de Trombetas e Paru, na região oeste paraense, onde a coleta da castanha-do-pará e do cumaru gera renda para centenas de extrativistas.
Neste sentido, a nova lei fortalece esse entendimento, ao incentivar ações integradas que promovam o uso sustentável dos recursos naturais.
Para o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, a criação da data representa um importante marco para o Estado. “A instituição do Dia Estadual das Unidades de Conservação consolida o reconhecimento do papel estratégico dessas áreas para o Pará. É uma oportunidade de ampliar o diálogo com a sociedade, fortalecer políticas públicas e valorizar o trabalho de proteção e uso sustentável que vem sendo desenvolvido em todo o território paraense”, destacou.
Nilson Pinto acredita, ainda, que a inclusão da data no calendário oficial reforça o compromisso institucional com a agenda ambiental e cria uma oportunidade anual para mobilizar diferentes setores em torno da pauta da conservação.
“A iniciativa também contribui para dar visibilidade ao trabalho desenvolvido por órgãos ambientais, pesquisadores, comunidades tradicionais e demais atores envolvidos na gestão dessas áreas”, avalia o presidente do Ideflor-Bio.

