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Festival Internacional do Chocolate e do Cacau recebeu 100 mil visitantes e gerou R$ 15 milhões em negócios  

Evento, realizado da última quinta-feira (23) até o domingo (26), ofertou um universo de produtos feitos com amêndoa de origem, além plantas e flores nativas da Amazônia 

Por Rose Barbosa (SEDAP)
26/04/2026 20h26

O Governo do Pará promoveu, até este domingo (26), em Belém, o Festival Internacional do Chocolate e do Cacau – Chocolat Amazônia e Flor Pará, que reuniu cerca de 100 mil visitantes no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia e movimentou R$ 15 milhões em negócios diretos e futuros desde a última quinta-feira (23).

Financiado com recursos do Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará (Funcacau) e realizado por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), o evento consolidou-se como uma vitrine para a cadeia produtiva do cacau e da floricultura no Estado. A décima edição do Chocolat Amazônia, idealizada pela MVU Empreendimentos, reuniu lançamentos de marcas de chocolates de origem, degustações e receitas apresentadas por chefs nacionais e internacionais.

O festival contou com 170 estandes distribuídos pelo Hangar, com a comercialização de produtos derivados do cacau, além de flores e plantas. A programação incluiu oficinas de arranjos florais, Cozinha Show, Flor Show, atividades voltadas ao público infantil, Fórum do Cacau e apresentações culturais. Um dos destaques foi a produção ao vivo de uma escultura de chocolate, permitindo ao público acompanhar todas as etapas do trabalho de chocolatiers renomados.

Valorização da produção local

Entre os lançamentos, destacou-se o chocolate artesanal Kunhã Arã — expressão em tupi que significa “Guerreira da Luz” — produzido integralmente por uma associação indígena de Altamira, no sudoeste paraense. O produto foi apresentado nas versões ao leite com 50%, 70% e 100% de cacau.

A iniciativa integra um projeto de incentivo a chocolates indígenas apoiado pela Norte Energia e se diferencia por ser o primeiro totalmente fabricado pela própria comunidade. A Associação Indígena Tubyá, responsável pela produção, reúne 51 famílias.

A líder da associação, Irasilda Morais Pereira Fernandez Juruna, destacou o impacto da iniciativa. “O que temos hoje na comunidade é resultado de um trabalho que começou com o antigo Chocodjá e teve grande aceitação. É um projeto voltado principalmente para as mulheres, com o objetivo de complementar a renda das famílias”, afirmou.

Ela também avaliou positivamente a participação no evento. “O festival foi muito importante. Todos os anos em que participamos têm sido positivos, e saímos daqui muito gratificados com os resultados”, acrescentou.

Impacto econômico e avaliação positiva

O coordenador do festival, Ivaldo Santana, ressaltou o sucesso da edição, tanto em público quanto em geração de negócios. “Foi mais uma edição marcada pelo sucesso. Os visitantes aprovaram a programação, os produtos e as experiências oferecidas. O evento também foi fundamental para os produtores, que saem daqui com contatos e negócios fechados ou encaminhados”, avaliou.

Segundo ele, todas as atividades, incluindo o Fórum do Cacau, registraram ampla participação do público, reforçando a importância do festival para o fortalecimento da cadeia produtiva e para a promoção do Pará como referência na produção de cacau de qualidade.