'Ophir Loyola' promove encontro do Proadi-SUS para fortalecer transplante de medula óssea no Pará
Evento reuniu gestores e especialistas para avaliar avanços, discutir indicadores e aprimorar o transplante de medula óssea no Pará em parceria com o Ministério da Saúde
Em Belém, o Hospital Ophir Loyola (HOL) promoveu, na última semana, o encontro do Projeto de Monitoramento do Proadi-SUS – TMO/Hematologia, reunindo profissionais da instituição e representantes de órgãos parceiros para alinhar ações e fortalecer as atividades previstas no projeto.
Durante o encontro, foram apresentados os avanços já alcançados, além da análise do ciclo de monitoramento, discussão de indicadores e definição de estratégias para as próximas etapas. A iniciativa busca fortalecer as práticas assistenciais e de gestão no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
O Programa de Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) é uma ação do Ministério da Saúde voltada ao fortalecimento do SUS por meio de parcerias com hospitais filantrópicos de excelência reconhecida. A iniciativa já alcança mais de 2.300 municípios brasileiros, contribuindo para a qualificação de serviços e ampliação do acesso à saúde.
Evolução constante - A coordenadora de Enfermagem da Hematologia e do Transplante de Medula Óssea (TMO) do HOL, Rosana Moreira, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições envolvidas no projeto.
Ela ressaltou que “não fazemos nada sozinhos, e por isso é importante agradecer a parceria da equipe do Proadi-SUS, da diretoria do HOL e de toda nossa equipe, assim como do Hemopa, da Central Estadual de Transplante, do Ministério da Saúde e de todos que fazem junto comigo esse sonho virar realidade. Trabalhamos todos os dias para levar um bom atendimento ao paciente, para que ele não precise ser transplantado em outro estado, e para que ele saia o mais rápido possível da internação. Isso nos faz evoluir diariamente”.
O diretor Clínico do Hospital, Fábio Araújo, ressaltou que iniciativas como o Proadi-SUS contribuem diretamente para a qualificação das equipes e melhoria do atendimento prestado à população.
O médico informou que “apoiamos iniciativas como essa, principalmente por buscar excelência no atendimento ao paciente. O projeto treina e qualifica nossa equipe, que nos orgulha, especialmente a da Hematologia. Estamos prontos para dar o próximo passo juntos. Semanalmente nos reunimos com a direção do Hospital para discutir projetos como o Proadi, buscando melhorar continuamente o serviço que prestamos”.
Ensino, pesquisa e assistência - O diretor de Ensino e Pesquisa do HOL, Erick Pedreira, destacou que a integração entre ensino, pesquisa e assistência é fundamental para fortalecer o atendimento aos pacientes e impulsionar avanços na área da saúde. “Nosso papel é fomentar projetos e ações na área de pesquisa. É importante que, dentro de um hospital de vanguarda, ensino e pesquisa estejam associados à assistência. Essas áreas se retroalimentam e criam um ambiente propício para melhorar o cuidado com os pacientes e salvar mais vidas”, explicou.
Atualmente, segundo ele, oito projetos de pesquisa clínica estão em desenvolvimento no HOL, em cooperação com instituições de ensino e pesquisa dentro e fora do Pará. O diretor também ressaltou a relevância do Proadi-SUS para a qualificação do sistema de saúde. “Esse programa é extremamente importante, principalmente porque vivemos em um país de desigualdades e contradições. O HOL tem buscado, cada vez mais, a parceria com hospitais de ponta para auxiliar na melhoria dos fluxos e dos processos”, reiterou.
Referência em oncologia - O diretor-geral do Hospital Ophir Loyola, Heraldo Pedreira, destacou o impacto das ações desenvolvidas e lembrou o recorde recente de atendimentos. “O Hospital, que é o maior em oncologia da Região Norte, bateu recentemente o recorde de 18 mil pacientes atendidos em um único mês. Hoje, recebemos pacientes de estados vizinhos, não pela falta de suporte em seus locais de origem, mas pela qualidade do tratamento oferecido aqui”, afirmou.
Representando o Ministério da Saúde, o consultor da Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Transplantes, Ivo Amorim, ressaltou a importância da qualificação de centros transplantadores na região. “Durante a visita de monitoramento ficamos impactados com o tamanho do Hospital e com o volume de atendimentos realizados. Trazer um projeto de qualificação de centros para o Pará, em um hospital que atende grande demanda, pode se tornar berço de outras iniciativas para o fortalecimento da rede de transplantes, especialmente de medula óssea”, informou.
Na avaliação de Ivo Amorim, embora os transplantes de órgãos sólidos já estejam bem estruturados no Brasil, ainda é necessário ampliar a capacidade de atendimento em transplante de medula para reduzir a fila de espera.
Parcerias fortalecem atendimento - O hematologista responsável técnico pelo Transplante de Medula Óssea do Hospital Ophir Loyola, Thiago Xavier Carneiro, também frisou a importância da articulação institucional para o avanço das ações. “O HOL é um hospital diferente. Por isso, é importante agradecer a parceria da direção do Hospital e do Hemocentro do Pará. Sem essa parceria seria impossível entregar resultados para os nossos pacientes”, disse Thiago Xavier Carneiro.
Para ele, o fortalecimento da estrutura hospitalar tem contribuído para ampliar a qualidade da assistência. “Entregar saúde, quando o cenário é propício, é mais fácil. Hoje, o nosso Estado tem buscado prestar o melhor atendimento possível. Que possamos continuar entregando o que temos de melhor e aprimorando, cada vez, mais o atendimento ao paciente”, completou.
O "Ophir Loyola" é o único hospital habilitado na Região Norte para transplante de medula óssea. O projeto de monitoramento do Proadi-SUS vem sendo desenvolvido na instituição desde novembro de 2024, com reuniões periódicas, acompanhamento de indicadores e avaliação contínua das ações implementadas.
Esta foi a segunda visita presencial de monitoramento, e o acompanhamento das atividades seguirá de forma on-line até outubro deste ano.
Participaram do encontro representantes do Ministério da Saúde, da Central Estadual de Transplantes e da Fundação Hemopa, além do corpo clínico e da equipe multiprofissional do Hospital Ophir Loyola.
Texto: Jeferson Hoenisch - Ascom/HOL

