Sespa prossegue no alerta para a vacinação contra a gripe
As vacinas são encontradas nas Unidades Básicas de Saúde
Em 2026, seguem concentrados esforços para que o Estado atinja a meta preconizada pela Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza (gripe), iniciada em novembro do ano passado devido às particularidades da região Norte por conta do inverno amazônico. Até o momento, 43% do público-alvo já foi imunizado, quando o ideal é a adesão mínima de 90%.
Diante desse cenário, cada um dos 144 municípios têm elaborado estratégias específicas para cumprir a meta. A recomendação da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) é que a vacinação nas escolas seja intensificada, conforme preconiza o Programa Saúde na Escola (PSE), visando alcançar a imunização de estudantes durante a rotina das aulas.
Segundo a coordenadora estadual de Imunizações, Jaíra Ataíde, a campanha começou no dia 3 de novembro de 2025, a princípio para as crianças menores de seis anos, idosos e gestantes, que são as populações mais vulneráveis à doença, principalmente durante o inverno amazônico.
Porém, a cobertura vacinal no Pará está a passos lentos. “Até o momento, foram vacinadas 755.346 pessoas dos grupos prioritários, sendo que a meta é vacinar 1.756.292 dessa população contra a doença”, comentou Jaíra Ataíde.
É importante lembrar que a gripe é uma infecção viral que ataca os pulmões, o nariz e a garganta e pode ser causada por diversos tipos de vírus. Os principais sintomas são febre, calafrios, dores musculares, tosse, congestão, coriza, dores de cabeça e fadiga.
Por isso, a vacina disponível nos postos de vacinação de todo o Estado protege contra três vírus respiratórios: Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B. “A vacina reduz o adoecimento, as complicações e os óbitos, por isso é fundamental que essas pessoas recebam a vacina atualizada”, ressaltou Jaíra Ataíde, ao afirmar que a vacina é segura e pode reduzir em 42% as internações por influenza, além de proteger contra complicações graves, como pneumonia e infarto.
Assim, a coordenadora estadual fez um novo apelo aos gestores municipais de saúde para que reforcem as ações de microplanejamento para atingir quem não procura espontaneamente as unidades de saúde e ampliar a busca ativa em parceria com a sociedade civil.
A vacina é gratuita nas unidades básicas de saúde. Porém a população deve observar se as prefeituras farão ações específicas de aplicação em lugares que não sejam as Unidades Básicas de Saúde (UBS).

