Ideflor-Bio fortalece diálogo sobre pesca esportiva sustentável em unidades de conservação do Pará
O encontro discutiu estratégias para ampliar a atividade em unidades de conservação estaduais, consolidando um modelo que alia a preservação dos recursos naturais ao desenvolvimento econômico regional
O fortalecimento da pesca esportiva como instrumento de conservação ambiental, geração de renda e incentivo ao turismo sustentável esteve no centro da reunião entre o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, e o presidente da Associação de Pesca Esportiva do Pará e empresário do setor, Eduardo Monteiro. O encontro discutiu estratégias para ampliar a atividade em unidades de conservação estaduais, consolidando um modelo que alia a preservação dos recursos naturais ao desenvolvimento econômico regional.
A iniciativa ganha relevância diante da medida inédita já adotada pelo Ideflor-Bio, que concedeu anuência para autorização de pesca esportiva em unidade de conservação, na Floresta Estadual (Flota) do Iriri. A proposta busca compatibilizar conservação ambiental, turismo sustentável e fortalecimento das economias locais, por meio de uma atividade baseada no sistema de pesque e solte, prática voltada à preservação das espécies e dos ecossistemas aquáticos.
Geração de emprego e renda com sustentabilidade
Durante a reunião, Eduardo Monteiro apresentou ao presidente do Ideflor-Bio a proposta de continuidade do trabalho de prospecção em rios paraenses, com foco na atração de novas empresas interessadas em investir no turismo de pesca esportiva em áreas protegidas do Estado. Segundo ele, a atividade também desempenha um papel importante na proteção dos territórios, funcionando como mecanismo complementar de monitoramento e presença humana em regiões de difícil acesso.
“A pesca esportiva dentro das unidades de conservação representa uma oportunidade concreta de conciliar preservação ambiental, desenvolvimento econômico e inclusão social. Estamos falando de uma atividade baseada no sistema de pesque e solte, que protege integralmente os recursos pesqueiros e ainda fortalece a presença de pessoas comprometidas com a conservação nos rios do Pará. Nossa proposta é continuar prospectando novas áreas e empresas interessadas em investir nesse segmento, ampliando um modelo sustentável que gera emprego, renda e movimenta a economia dos municípios, sempre respeitando as regras ambientais e valorizando as comunidades locais”, destacou Eduardo Monteiro.
Ecoturismo
Além do potencial turístico, a atividade pode impulsionar a inclusão social nas regiões onde é desenvolvida, com a contratação de moradores das comunidades locais para atuar em serviços ligados à hospedagem, condução, logística e apoio às expedições. O modelo também favorece a circulação de renda nos municípios, ampliando oportunidades econômicas sem comprometer os objetivos de conservação das unidades protegidas.
Para Nilson Pinto, o fortalecimento do diálogo com o setor é fundamental para consolidar alternativas sustentáveis de uso das unidades de conservação. “O Ideflor-Bio tem trabalhado para construir alternativas sustentáveis de uso das unidades de conservação, conciliando proteção ambiental e desenvolvimento regional. A autorização inédita para a prática da pesca esportiva em unidade de conservação demonstra que é possível aliar conservação da biodiversidade ao fortalecimento do turismo sustentável e da economia local. Nosso compromisso é ampliar iniciativas responsáveis, com planejamento e segurança jurídica, garantindo benefícios para as comunidades, para os empreendedores e, sobretudo, para a preservação dos nossos recursos naturais”, afirmou o presidente do Instituto.

