Cine Líbero Luxardo estreia “Tatame”, drama que mescla esporte e política
A programação ainda conta a exibição dos títulos: “Mambembe”, “Perto do sol é mais claro” e “Aqui Não Entra Luz”
A nova programação do Cine Líbero Luxardo inicia nesta quinta-feira (28), com a estreia do drama esportivo “Tatame”, que explora as tensões geopolíticas em torno do judô no Irã. Além da estreia, os filmes “Mambembe”, “Perto do sol é mais claro” e “Aqui Não Entra Luz”, seguem em cartaz por mais uma semana na sala de cinema mais charmosa da cidade
Exibido pela primeira vez no 80º Festival de Veneza, “Tatame” é uma coprodução entre a cineasta iraniana premiada em Cannes, Zar Amir Ebrahimi, e o israelense vencedor do Oscar, Guy Nattiv. O filme usa a protagonista fictícia Leila Hosseini para contar histórias reais de perseguição vividas por atletas iranianos.
Na trama, a judoca Leila (Arienne Mandi) recebe uma ordem das autoridades iranianas para abandonar a competição do mundial de judô como forma de protesto pela presença da atleta israelense Shani Lavi (Lir Katz). Com isso ela precisa escolher entre sua permanência no torneio ou salvar a vida de sua família ameaçada pelo governo.
Dobradinhas - Após sucesso de audiência em sua primeira semana de exibição, os títulos “Mambembe”, “Perto do sol é mais claro” e “Aqui Não Entra Luz” seguem em cartaz.
“Mambembe”
O documentário “Mambembe”, de Fabio Meira, trabalha em 1h e 40 minutos uma mistura de ficção com a realidade de uma vivência circense ao longo de 15 anos. Contado a partir das histórias de Índia Morena, Madona Show e Jéssica, mulheres de um circo itinerante, o documentário explora uma jornada sobre o tempo, a arte circense e a relação com o cinema.
Antes de ser amplamente distribuído nos cinemas brasileiros, o longa passou por diferentes festivais e conquistou diversos prêmios de peso como no Festival de Cinema de Vitória, onde ganhou as estatuetas de “Melhor Filme”, “Melhor Interpretação” (Índia Morena) e “Menção Honrosa” (Madona Show).
“Perto do sol é mais claro”
Exibido em mostras competitivas de prestígio, como o Festival do Rio e o Festival de Cinema Brasileiro de Paris, a obra de Régis Faria, apresenta um drama complexo que desperta memórias coletivas vividas, em parte, durante a pandemia da Covid-19. A obra desenvolve uma narrativa ficcional sobre um tema que atinge a todos: envelhecimento.
O filme propõe para todos os espectadores o questionamento do que significa chegar na “Melhor Idade”, viver com vitalidade e permitir se apaixonar. Além de sensível, o filme permite gerar identificação com filhos que acompanham o processo e dos pais que o vivem.
“Aqui Não Entra Luz”
Aclamado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro o longa conquistou os prêmios de “Melhor Direção de longa-metragem” e o prestigioso Prêmio Zózimo Bulbul. Explorando sensibilidade, memórias pessoais e pesquisas históricas, a diretora Karol Maia, se debruça num documentário que apresenta uma viagem pelos quatro estados brasileiros que mais receberam mão de obra escravizada.
A obra revela a memória e a força com que as pessoas que passaram por esse cenário podem mudar a sua história e sonhar com novos destinos. O filme constrói um retrato íntimo e político de como a arquitetura no Brasil ainda carrega os traços da escravidão.
Confira a programação:
28/05 (Quinta-feira)
18h: Perto do sol é mais claro
20h: Tatame
29/05 (Sexta-feira)
18h: Tatame
20h: Mambembe
30/05 (Sábado)
18h: Aqui não entra luz
19h40: Tatame
31/05 (Domingo)
18h: Tatame
20h: Perto do sol é mais claro
01/06 (Segunda-feira)
18h: Aqui não entra luz
19h30: Projeto janelas: a musa do moto taxi
02/06 (Terça-feira)
18h: Mambembe
20h: Tatame
03/06 (Quarta-feira)
18h: Tatame
20h: Perto do sol é mais claro
Serviço:
Cine Líbero Luxardo
Avenida Gentil Bittencourt, 650, Nazaré
Inteira: R$ 12 | Meia: R$ 6
Pagamento apenas em dinheiro
Bilheteria aberta uma hora antes das sessões
Lotação: 98 lugares
Não é permitido o consumo de alimentos e bebidas na sala de exibição
Texto de: Maurício Carvalho/ Ascom FCP

