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Voluntários levam música e mensagens de esperança a pacientes do Ophir Loyola

Iniciativa transformou corredores do hospital em um espaço de acolhimento, fé e solidariedade

Por Brenna Godot (HOL)
27/05/2026 16h46
Voluntários tocando saxofone e trazendo mais conforto e humanização para os pacientes

Pacientes e acompanhantes do Hospital Ophir Loyola (HOL) viveram uma manhã diferente nesta quarta-feira (27), marcada por gestos de acolhimento, fé e solidariedade. Os voluntários Geovany Monteiro, de 45 anos, e Arnaldo Passarinho, de 43, percorreram os corredores da unidade levando mensagens de esperança, especialmente aos pacientes em tratamento oncológico.

Entre melodias e momentos de emoção, Geovany, instrumentista recém-aposentado da carreira militar, utilizou o saxofone como instrumento de cuidado e conforto. Desde 2018, desenvolve um trabalho social em hospitais públicos e privados dentro e fora do Pará e escolheu o HOL como uma das primeiras instituições para compartilhar seu talento, motivado pelo que define como um “chamado de Deus”.

“Tenho isso como um propósito de vida. Tocar saxofone para pacientes nos hospitais é extremamente gratificante, porque a música encontra seu propósito ao proporcionar bem-estar e contribuir para a saúde física e emocional de quem escuta. Isso me faz sentir plenamente realizado. Prometi a mim mesmo que, enquanto tiver saúde, continuarei realizando esse trabalho voluntário de forma gratuita onde quer que seja solicitado. A música me ajudou a curar muitos males da alma e acredito que também pode tocar e transformar a vida de outras pessoas”, destacou Geovany.

Pacientes, acompanhantes e voluntários

Entre os pacientes alcançados pela ação estava Isnaldo Rocha, de 61 anos, morador do município de Brasil Novo. Diagnosticado com linfoma no estômago, ele iniciou o tratamento quimioterápico na última terça-feira (26) e relatou o impacto do momento vivido durante a visita.

“Fiz ontem a minha primeira quimioterapia no Ophir Loyola. Encontrei uma equipe disciplinada e esse momento foi muito importante, porque as pessoas estão sensíveis e, posso dizer, sedentas da palavra de Deus. É um trabalho muito bonito e espero que continue para que muitas pessoas possam ser alcançadas por essa iniciativa”, afirmou o paciente.

Mais do que música, a iniciativa transformou o ambiente hospitalar em um espaço de acolhimento, onde cada nota representou um gesto de carinho, fé e incentivo aos pacientes e familiares.

Texto: Jeferson Höenisch - Ascom HOL