Novos terminais hidroviários garantem dignidade e segurança para a população paraense
Desde de 2019, mais de 30 terminais já foram entregues. E seis estão em construção nas regiões do Marajó, do Guajará, do Xingu e do Baixo Tocantins
O Estado do Pará conta com um modal hidroviário muito forte. Todos os dias, milhares de pessoas e produtos chegam e saem dos portos e terminais. Fazer a integração entre regiões é o fundamento para o desenvolvimento da regional. Durante décadas, as populações das regiões do Baixo Amazonas, do Marajó, do Guamá, do Tapajós, do Guajará e do Tocantins não eram beneficiadas com portos públicos adequados.
Mas desde de 2019, o governo do Estado, por meio da Companhia de Portos e Hidrovias do Estado do Pará (CPH), está implementando uma política de investimentos na construção e reconstrução de terminais estratégicos, o que está mudando o mapa modal hidroviário e garantindo aparelhos públicos seguros e confortáveis para os usuários.
O presidente da CPH, Anderson Rocha, ressalta a importância dos investimentos nesses aparelhos públicos. “Esses investimentos representam mais dignidade e desenvolvimento para a população paraense, garantindo um embarque e desembarque seguro para todos. A CPH investe cada vez mais em portos e terminais para melhor o deslocamento da população”, disse.
O mais recente a ser entregue foi o Terminal Hidroviário de Cargas e Passageiros de Oeiras do Pará (THOP), que marcou o fortalecimento da infraestrutura portuária regional. A obra ampliou a mobilidade das pessoas e estimulou o comércio local.
Investimento e desenvolvimento - Ao todo, o governo do Estado já investiu mais de R$ 150 milhões e entregou 31 terminais em seis regiões do Estado. Entre as principais entregas, se destaca o Terminal Hidroviário de Santarém "Joaquim da Costa Pereira", inaugurado em 2022. Considerado o maior e mais moderno terminal hidroviário público de passageiros do Brasil, o espaço conta com mais de 22 mil metros quadrados de área construída, escadas rolantes e capacidade para atender cinco mil usuários por dia.
Para a Maria das Graças, de Santarém, desde 2022, quando foi entregue pelo governo do estado, o TH de Santarém melhorou as viagens com mais conforto. “Eu viajo com frequência para cidades como Monte Alegre e Alenquer, e, antes, as condições eram muito difíceis. Hoje é tudo diferente: tem conforto, segurança, rapidez e até wi-fi. A gente se sente respeitada e bem atendida”, contou.
No Baixo Amazonas, que historicamente dependente do transporte fluvial, além do de Santarém, foram entregues os THs de Terra Santa; Faro; Almeirim; Prainha; Curuá; Óbidos; Alenquer; Monte Alegre e Santana do Tapará (Santarém) beneficiando a população e turistas da região.
No arquipélago marajoara, o principal meio de locomoção são as embarcações: lanchas, rabetas e barcos de pequeno e grande porte. A localidade recebeu atenção especial com a reconstrução e ampliação de THs de Curralinho, de Ponta de Pedras, de Santa Cruz do Arari, de Cachoeira do Arari, de Muaná, de Afuá, Bagre, Soure, Melgaço, Anajás e o recente a ser entregue foi o de Oeiras do Pará.
Na região de Marajó, ainda estão sendo construídos os terminais de Breves e Salvaterra e, até o fim do primeiro semestre deste ano, será entregue o terminal de Chaves.
Na região do Baixo Tocantins, foram benéficos às populações de Limoeiro do Ajuru e do Acará com novos equipamentos de embarque e desembarque. Também está sendo construído o TH de Mocajuba. No Guamá, a região ganhou investimento no terminal de Algodoal e nos portos de São João da Ponta e Maracanã.
Na Tapajós, Aveiro ganhou seu primeiro terminal municipal, construído pelo governo do estado, em 2024 para beneficiar mais de 19 mil moradores. A região do Xingu, conta com inverno para o novo Terminal de Senador José Porfírio.
Em Belém, na região do Guajará, ocorreram avanços estratégicos focados na mobilidade urbana que ficou como legado da COP30. No fim de 2025, o governo do Pará entregou o Terminal Hidroviário Turístico de Icoaraci, com uma moderna área operacional de cinco flutuantes, e o Terminal Hidroviário da Tamandaré, com mais de 1,3 mil metros quadrados de área construída para facilitar o acesso às ilhas de Belém e a Barcarena.

