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Alunos de rede pública vivenciam aula prática no Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia

Durante o percurso, os participantes tiveram acesso a uma aula prática de biologia ao ar livre, conhecendo espécies da fauna e da flora presentes no ecossistema e aprofundando conhecimentos sobre as dinâmicas ambientais da floresta

Por Vinícius Leal (IDEFLOR-BIO)
03/06/2026 16h45

Uma experiência de aprendizado em meio à floresta amazônica marcou a visita de 33 alunos da turma de Meio Ambiente da Escola Agroindustrial Juscelino Kubitschek de Oliveira, de Marituba, ao Refúgio de Vida Silvestre (Revis) Metrópole da Amazônia. A atividade, realizada na Trilha da Samambaia, proporcionou aos estudantes uma verdadeira imersão na biodiversidade amazônica, aliando teoria e prática em um dos principais espaços de conservação ambiental da Grande Belém.

O atendimento foi conduzido pela equipe do Instituto Asflora, com apoio dos condutores ambientais Willan S. Gama da Silva, Samira Dias da Silva e Ester Moura. Durante o percurso, os participantes tiveram acesso a uma aula prática de biologia ao ar livre, conhecendo espécies da fauna e da flora presentes no ecossistema e aprofundando conhecimentos sobre as dinâmicas ambientais da floresta.

Ao longo da trilha, os estudantes puderam observar de perto a biodiversidade local, esclarecer dúvidas e compreender, na prática, conceitos abordados em sala de aula. A vivência contribuiu para fortalecer a percepção ambiental dos participantes, estimulando reflexões sobre a importância da conservação dos ecossistemas amazônicos e os impactos causados pela ação humana sobre os ambientes naturais.

Aprendizagem - Mais do que um passeio ecológico, a atividade foi planejada como um momento de formação técnica e interdisciplinar para futuros profissionais da área ambiental. Inserido em uma unidade de conservação estratégica para a manutenção dos serviços ecossistêmicos da Região Metropolitana, o Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia desempenha papel fundamental na proteção da biodiversidade, regulação climática, melhoria da qualidade do ar e promoção do bem-estar da população.

Para a professora Chimenes Paraense, a trilha ecológica representou uma oportunidade de transformar conhecimento teórico em experiência concreta. “A ideia da trilha ecológica em uma área de preservação como o Revis não foi fazer apenas um passeio pela natureza, mas uma imersão, experimentar um verdadeiro laboratório vivo e interdisciplinar, indispensável para a formação de um técnico em Meio Ambiente. Ao percorrer a Trilha da Samambaia, o estudante sai da teoria dos livros e vivencia a prática, observa de perto a biodiversidade, as relações ecológicas e os impactos antrópicos na área. É um momento para desenvolver a percepção ambiental e o pensamento crítico, competências fundamentais para seu futuro profissional”, destacou.

A diretora social do Instituto Asflora, Josi Matos, ressaltou a relevância de aproximar estudantes das unidades de conservação por meio de experiências educativas. “Receber estudantes em uma unidade de conservação é proporcionar uma vivência transformadora. Quando o conhecimento acontece diretamente no contato com a natureza, ele se torna mais significativo e fortalece a consciência ambiental. Nosso compromisso é contribuir para que mais jovens compreendam a importância de conservar os recursos naturais e se reconheçam como agentes dessa proteção”, afirmou.

Sensibilização - O gerente da Região Administrativa de Belém do Ideflor-Bio, Júlio Meyer, enfatizou o papel estratégico do Refúgio de Vida Silvestre na educação ambiental e na sensibilização das novas gerações. “O Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia é um espaço de proteção da biodiversidade, mas também de formação cidadã. Incentivar visitas técnicas e atividades educativas fortalece o vínculo das pessoas com a floresta e amplia a compreensão sobre a necessidade de preservar áreas naturais próximas aos grandes centros urbanos”, destacou.

Júlio Meyer acrescentou que a atividade reforça o papel das unidades de conservação como espaços vivos de ensino, pesquisa e sensibilização ambiental. “Em um contexto de crescente debate sobre mudanças climáticas e conservação da Amazônia, experiências como a realizada no Revis Metrópole da Amazônia demonstram que educar para conservar é também construir caminhos para um futuro mais sustentável. Conhecer para proteger e cuidar da natureza é, acima de tudo, cuidar da vida”, completa o gerente.