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AGRICULTURA E PESCA

Governo reforça orientações para o consumo seguro de açaí na safra

Programa Estadual de Qualidade do Açaí intensifica a promoção de boas práticas de armazenamento e manipulação do fruto

Por Governo do Pará (SECOM)
28/07/2026 12h24

A partir de agosto, tradicionalmente, é registrado o aumento do consumo do açaí com o início da safra do fruto. Com a maior produção, o Governo do Estado reforça orientações para o consumo, sobretudo, em relação às boas práticas de armazenamento e manipulação que garantem a segurança e a qualidade do produto para o consumidor. 

A jornaleira, Patrícia Silva, compra, diariamente, açaí no Complexo da Pedreira, em Belém. “Todo dia é um litro dividido, para mim e o meu pai, me sinto segura de comprar aqui por conta da qualidade do açaí, pela limpeza do local e por todo o cuidado na manipulação, até porque conseguimos ver todo o processo sendo feito. É fundamental que haja  fiscalização estadual para que o consumidor tenha tranquilidade de consumir”, afirma. 

Dorilea Pantoja, fiscal sanitária da Divisão de Produtos do Departamento Estadual de Vigilância Sanitária, vinculada à Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), orienta que a população a comprar o açaí em estabelecimentos licenciados pela Vigilância Sanitária Municipal.

A fiscal observa que o primeiro ponto de atenção é observar se os manipuladores utilizam uniforme limpo, cabelos protegidos por touca ou rede e se o ambiente de preparo está limpo, organizado e livre de fontes de contaminação.

“Também é fundamental verificar se o açaí é processado conforme as etapas estabelecidas pelo Decreto Estadual nº 326/2012. Entre elas, destacam-se o peneiramento, que remove sujidades e possíveis insetos, e o branqueamento, no qual, os frutos são imersos em água a aproximadamente 80 °C por 10 segundos. Essa etapa é essencial para inativar o barbeiro, protozoário vetor do Trypanosoma cruzi, causador da Doença de Chagas, tornando o consumo do açaí mais seguro”, alerta.

Vendedor de açaí há mais de 30 anos, Heron Rocha, dono do “Açaí do Heron”, no Complexo da Pedreira, assegura que o fruto passa por todas as etapas de processamento previstas no decreto. O que inclui o armazenamento, peneiramento e a catação, as três lavagens dos frutos, o branqueamento, o resfriamento e o despolpamento. Essas etapas são essenciais para garantir a qualidade sanitária do produto e evitar a transmissão oral da Doença de Chagas.

“Oriento ao consumidor que faça testes básicos, como verificar quanto tempo o açaí, na geladeira, demora para azedar. Passando pelas etapas corretas, ele dura, no mínimo, três dias. É bem interessante de observar. Manipular açaí hoje é questão de saúde pública, por isso, priorizamos a higiene, com toda a responsabilidade e compromisso em cada etapa até chegar na tigela do nosso consumidor”, ressalta o comerciante Heron. 

O aposentado, José Domingos, é um dos clientes mais antigos do “Açaí do Heron”. Há mais de 20 anos, José só compra açaí no estabelecimento. “A gente vê que é um espaço que segue todas as normas estabelecidas, com higiene de primeira qualidade, o que reflete no ótimo produto. Meus netos e minha esposa amam açaí e, pelo menos, três vezes na semana venho aqui comprar para eles”, conta. 

Ações para maior qualidade do Açaí

Em 2026, já foram executadas 11 ações integradas referentes ao Programa Estadual de Qualidade do Açaí (PEQA), em nove municípios: Ananindeua, Belém, Bujaru, Benevides, Cametá, São Domingos do Capim, Oeiras do Pará, Ponta de Pedras e Salvaterra.

No âmbito das ações de fiscalização, foram inspecionados 80 estabelecimentos, que resultaram em notificações, orientações e interdições. 

No eixo de educação em saúde, foram capacitadas mais de 1,1 mil pessoas, entre manipuladores artesanais de açaí; Agentes Comunitários de Saúde (ACS), Agentes de Combate às Endemias (ACE) e profissionais de saúde.

Essas iniciativas fortaleceram a integração entre vigilância sanitária, vigilância epidemiológica, atenção primária e demais instituições parceiras, como o Núcleo  de Defesa do Consumidor do Ministério Público do Pará por meio de atividades de capacitação, fiscalização e execução das ações do programa.