Adepará inicia campanha anual de vacinação obrigatória contra a raiva dos herbívoros no Marajó
Imunização será de 1º de agosto a 31 de outubro em Belém e seis municípios do arquipélago; produtores devem comprovar a vacinação até 15 de novembro
A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) inicia, neste sábado (1º), a campanha anual obrigatória de vacinação contra a raiva dos herbívoros em Belém e nos municípios de Cachoeira do Arari, Muaná, Ponta de Pedras, Salvaterra, Santa Cruz do Arari e Soure, pertencentes à Regional de Soure, no arquipélago do Marajó.
A etapa de vacinação será realizada entre 1º de agosto e 31 de outubro de 2026, período definido em função das características geográficas e climáticas da região. Durante o segundo semestre, a estiagem facilita o acesso às propriedades rurais e o manejo dos animais, favorecendo a execução da campanha.
A vacinação é uma das principais estratégias do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros e representa a medida mais eficaz para prevenir e controlar a doença em áreas com ocorrência da enfermidade.
A vacina antirrábica pode ser adquirida em revendas agropecuárias cadastradas pela Adepará e deve ser aplicada em rebanhos bovinos, bubalinos, equinos, caprinos e ovinos existentes nas propriedades localizadas nos municípios contemplados pela campanha.
Comprovação da vacinação é obrigatória
Além da imunização do rebanho, os produtores rurais devem realizar a comprovação da vacinação junto à Adepará. O prazo para a declaração é de até 15 dias após o encerramento da campanha, com data limite em 15 de novembro de 2026.
Para efetuar a comprovação, o produtor deve procurar a unidade da Adepará mais próxima e apresentar a nota fiscal de aquisição da vacina, contendo o número do lote, data de validade e identificação do laboratório fabricante, além de informar a data da vacinação e a quantidade de animais imunizados por espécie.
No Marajó, a Adepará mantém unidades de atendimento em todos os municípios participantes da campanha.
Vacinação protege rebanhos e saúde pública
A raiva dos herbívoros é uma doença viral, letal, transmitida principalmente por morcegos hematófagos, que se alimentam de sangue. A vacinação dos animais reduz o risco de ocorrência da doença, protege os rebanhos e contribui para a prevenção de casos em humanos, fortalecendo as ações de saúde única desenvolvidas pelos órgãos públicos.
De acordo com a médica-veterinária da Adepará, Khrisna Tabosa, a imunização continua sendo a forma mais eficiente de proteger os animais contra o vírus.
"Nosso programa atua no controle da doença por meio da captura de morcegos hematófagos, reduzindo a população desses animais. No entanto, eles continuarão existindo, pois desempenham um papel importante para a biodiversidade. Por isso, a vacinação é indispensável. A orientação é que o produtor vacine o rebanho e realize a dose de reforço após 30 dias para os primovacinados. Essa é uma medida simples, altamente eficaz para prevenir a doença e reduzir os impactos econômicos e os custos para a saúde pública", destaca.
Atuação integrada
Sempre que há suspeita de doença neurológica em herbívoros, a Adepará comunica imediatamente o 7º Centro Regional de Saúde para adoção das medidas conjuntas de vigilância e controle.
Como parte das ações integradas de saúde única, a Agência promove capacitações voltadas à prevenção da doença. Em 2025, no mês de setembro, durante a Semana Mundial de Combate à Raiva, agentes comunitários de saúde e agentes de endemias participaram de treinamentos nos municípios de Soure, Salvaterra e Cachoeira do Arari, com orientações sobre a doença, sinais clínicos, prevenção, notificação de suspeita e como funciona o programa da raiva no Estado, bem como ações educativas junto à população.
Municípios com vacinação obrigatória contra a raiva dos herbívoros;
Belém
Cachoeira do Arari
Muaná
Ponta de Pedras
Salvaterra
Santa Cruz do Arari
Soure
*Período de vacinação: 1º de agosto a 31 de outubro de 2026
**Prazo para declaração da vacinação: até 15 de novembro de 2026.

