Polícia Civil do Pará prende suspeito de chantagear e extorquir vítimas pela internet em Belém
Ação cumpre mandados de prisão e apreende celulares usados para ameaçar a divulgação de fotos íntimas e informações pessoais de moradores da capital
A Polícia Civil do Pará deflagrou, nesta terça-feira (4), a operação “Quimera”, resultando no cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra um investigado e de um mandado de busca e apreensão domiciliar contra outra pessoa. Ambos são investigados pelo crime de extorsão por meio cibernético, em Belém.
A ação policial foi coordenada pela Divisão de Combate a Crimes contra Direitos Individuais Praticados por Meios Cibernéticos (DCDI), unidade vinculada à Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC).
De acordo com o delegado Felipe Ribeiro, responsável pelo caso, as investigações tiveram início após a vítima receber mensagens do investigado que anunciava serviços de natureza sexual. “O suspeito encaminhava, de forma insistente, conteúdos pornográficos e, posteriormente, exigia vantagem econômica mediante ameaças de divulgação de informações e imagens da vítima em redes sociais, utilizando fotografias obtidas na internet para dar credibilidade às intimidações”, explicou.
A ação criminosa era reforçada por contatos realizados a partir de diversos números telefônicos, todos voltados à exigência do pagamento de valores sob ameaça de exposição pública. As diligências investigativas desenvolvidas possibilitaram a identificação do principal investigado e de elementos que subsidiaram a representação pelas medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário.
“Durante o cumprimento dos mandados foram apreendidos três aparelhos celulares, entre eles o telefone utilizado para a prática da extorsão, o qual será submetido à perícia técnica pela Polícia Científica, com o objetivo de reunir novos elementos informativos, identificar eventuais coautores e esclarecer integralmente a dinâmica dos fatos”, concluiu o delegado.
A Polícia Civil do Estado do Pará prossegue com as investigações. Após a realização dos procedimentos legais, o homem seguirá à disposição da Justiça.
Texto: Rebeca Reis, estagiária sob supervisão de Jeniffer Terra (Ascom PCPA)

