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Governo avança na garantia da acessibilidade e da inclusão na oferta de serviços à população

A presença de tradutores e intérpretes de libras no CIIR e a promoção da educação especial estão entre as políticas públicas estratégicas do Estado para fortalecer a inclusão no Pará

Por Adaucto Couto (SECOM)
10/08/2026 14h39

O apoio de tradutores e intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras), disponível no Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), em Belém, é uma das iniciativas do Governo do Estado na promoção de acessibilidade e inclusão na oferta de serviços públicos à população. O serviço é utilizado para o acompanhamento de consultas médicas, atendimentos multiprofissionais e processos de reabilitação de pessoas com deficiência é uma das iniciativas do Governo do Estado na promoção de acessibilidade e de inclusão na oferta de serviços públicos à população. 

A presença desses profissionais garante que todas as orientações sejam compreendidas, permitindo que o paciente esclareça dúvidas, expresse suas necessidades e participe ativamente do próprio atendimento, tornando o serviço mais humanizado, seguro e acessível. “Isso significa mais autonomia e liberdade nos atendimentos para a pessoa surda. O papel do profissional é essencial para a promoção de inclusão, além de uma acessibilidade verdadeira e humanizada, respeitando os direitos desses usuários, que, muitas vezes, encontram dificuldades em outros locais. O CIIR tem se tornado, cada vez mais, uma referência para esses serviços”, destaca Jéssica Leal, intérprete de Libras do CIIR.

Educação – A rede estadual conta, na área de educação, com duas escolas bilíngues de referência: o Centro de Atendimento Educacional Professor Astério de Campos e o Instituto Felipe Smaldone, além do Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS). No Pará, a política de Educação Bilíngue de Surdos é coordenada pela Diretoria de Educação Especial Inclusiva (DEEI), da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

"A educação especial inclusiva é uma política que alcança todas as regiões do Pará, garantindo atendimento aos estudantes público-alvo da educação especial. Para os estudantes surdos, a rede estadual conta com as duas escolas bilíngues de Belém, que são referências no ensino em Libras e Língua Portuguesa. Além disso, os estudantes de todo o Estado têm acesso ao Atendimento Educacional Especializado, intérpretes de Libras e demais recursos de acessibilidade, assegurando uma educação cada vez mais inclusiva e de qualidade”, ressalta Denise Corrêa, titular da DEEI.  

O intérprete da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (Ejai), Gabriel Paraizo, conta que o gatilho para se interessar na profissão foi presenciar a dificuldade de uma pessoa surda em um estabelecimento público, por conta das barreiras da comunicação. “A partir dessa experiência, busquei conhecimento e me aprofundei no aprendizado da língua. Como intérprete, minha função é promover essa comunicação, traduzindo a linguagem oral para a Libras, garantindo que as pessoas surdas tenham acesso às informações, possam compreender o que está sendo dito e participem plenamente dos diferentes ambientes e serviços”, diz. 

Aluna do Ejai, Ingrid Costa destaca o quanto a presença do intérprete dentro da sala de aula faz total diferença para o seu aprendizado e para fortalecer a comunicação entre os alunos e o professor. “Com esse suporte, tudo fica mais claro para mim. Eu amo quando os intérpretes estão em sala de aula”, celebra.

Regulamentação - A profissão de tradutor, intérprete e guia-intérprete de Libras foi regulamentada pela Lei nº 14.704/2023, fortalecendo o reconhecimento e a valorização desses profissionais. Entre os avanços recentes também estão a aprovação das matrizes curriculares da Educação Especial Bilíngue de Surdos no Pará, a criação da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos e a inclusão, pela primeira vez, de um objetivo específico para essa modalidade no Plano Nacional de Educação 2026-2036.

Texto: Giovanna Abreu (Secom)