Codec avalia áreas para novos projetos ligados às cadeias do açaí e do cacau no Pará
Empreendimentos apresentados à Companhia envolvem o aproveitamento de matérias-primas e subprodutos para a fabricação de alimentos funcionais e produtos de maior valor agregado
Novos projetos empresariais ligados às cadeias do açaí e do cacau estão avaliando o Pará para a implantação de unidades produtivas. As propostas foram apresentadas nesta quinta-feira (13) à Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), durante reunião com representantes da Finest Capital – Soluções Financeiras, que acompanha grupos de investidores interessados em desenvolver negócios no Estado.
Participaram da reunião, pela Codec, o diretor de Atração de Investimentos e Negócios, Manoel Ibiapina, e a gerente da Diretoria de Atração de Investimentos e Negócios (DAIN), Lorena Aguiar. Pela Finest Capital, estiveram presentes Ray Azevedo e Joslaine Macedo.
A conversa se concentrou nas condições necessárias para a implantação dos empreendimentos, entre elas localização, disponibilidade de área, fornecimento de energia e acesso a financiamento. A demanda inicial apresentada é por uma área entre 7 mil e 10 mil metros quadrados, preferencialmente no eixo entre Santa Maria do Pará e a Região Metropolitana de Belém.
Um dos projetos apresentados prevê o aproveitamento da casca do cacau para a produção de fibra alimentar destinada ao mercado de alimentos funcionais. A proposta busca transformar um subproduto da cadeia em matéria-prima para um produto de maior valor agregado. Segundo os representantes da Finest Capital, já existem articulações com fornecedores de cacau no Pará e potenciais compradores para a produção.
Outra iniciativa em estudo é voltada à produção de açaí em pó. A alternativa amplia as possibilidades de utilização do fruto e pode facilitar sua chegada a mercados mais distantes, especialmente por reduzir a dependência do transporte congelado. O grupo também avalia outras possibilidades de aproveitamento de derivados e resíduos da cadeia do açaí.
Os projetos vêm sendo articulados com fornecedores, parceiros tecnológicos e potenciais compradores. Neste momento, uma das principais demandas é encontrar no Pará uma estrutura adequada para receber as unidades produtivas e permitir que os empreendimentos avancem.
Durante a reunião, Manoel Ibiapina e Lorena Aguiar acompanharam a apresentação das propostas e discutiram com os representantes da Finest Capital as necessidades dos empreendimentos, especialmente em relação à área pretendida, infraestrutura e disponibilidade de energia. Também foram abordadas possibilidades de financiamento e a aproximação com instituições de fomento.
“Nosso trabalho começa por entender o que cada projeto precisa. A partir daí, podemos buscar áreas, orientar sobre incentivos e fazer a aproximação com os agentes de financiamento. Estamos aqui para tentar viabilizar esses investimentos”, destacou Manoel Ibiapina.
Como encaminhamento, a Finest Capital deverá formalizar à Codec as especificações dos projetos, com informações sobre dimensão da área, localização pretendida, demanda de energia e demais necessidades técnicas. A partir desse detalhamento, a equipe da Companhia poderá avaliar as alternativas disponíveis e dar continuidade ao atendimento.
O encontro também abriu a possibilidade de uma nova agenda com a participação dos próprios investidores, que devem estar no Pará ainda neste mês. Durante a conversa, foi sugerida uma visita ao Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá), em Belém, para que o grupo conheça laboratórios e estruturas de pesquisa que podem contribuir para testes e desenvolvimento dos produtos.
A aproximação com os projetos coloca em evidência uma oportunidade importante para a economia paraense: ampliar o aproveitamento de cadeias já fortes no Estado, como o açaí e o cacau, estimulando o processamento local e a transformação de matérias-primas e subprodutos em novos negócios.
Para a Codec, o atendimento terá continuidade a partir do detalhamento das demandas e da identificação de alternativas que atendam às necessidades dos investidores, mantendo a Companhia como ponto de apoio para quem busca conhecer as oportunidades e estruturar novos empreendimentos no Pará.
Thais Menezes/Codec

