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Pará supera 275 mil empregos formais gerados entre 2020 e junho de 2026

Parceria entre Seaster e Dieese aponta trajetória positiva do mercado de trabalho no Estado, com quase 2,9 milhões de admissões no período

Por Adaucto Couto (SECOM)
14/08/2026 14h33

O Pará encerrou o primeiro semestre de 2026 com saldo positivo acumulado de 275.375 empregos formais gerados desde janeiro de 2020. O levantamento é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), desenvolvido em parceria técnica com a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), com base em dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).

Os dados mostram uma trajetória positiva do mercado formal de trabalho paraense, mesmo diante das oscilações da atividade econômica ao longo dos últimos anos e dos impactos provocados pela pandemia da Covid-19. Entre janeiro de 2020 e junho de 2026, o Estado registrou 2.877.965 admissões e 2.602.590 desligamentos, resultando em saldo positivo de 275.375 postos de trabalho com carteira assinada.

“Os números mostram que o mercado de trabalho paraense tem mantido uma trajetória positiva e que as políticas públicas de emprego e renda são fundamentais para aproximar os trabalhadores das oportunidades. Na Seaster, buscamos fortalecer esse caminho por meio da qualificação profissional, da intermediação de mão de obra e de ações que ampliem o acesso ao emprego e à renda em todo o Estado”, destaca o secretário de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda, Inocencio Gasparim.

No acumulado do período, o setor de serviços liderou a geração líquida de empregos, com saldo de 114.460 postos, o equivalente a 41,6% do total. Em seguida, aparece o comércio, com 81.358 vagas (29,5%). A indústria apresentou saldo de 42.523 empregos formais, enquanto a construção registrou 29.663 e a agropecuária, 7.357 novos postos. Juntos, serviços e comércio responderam por 195.818 empregos, ou 71,1% do saldo acumulado no Estado.

Para a auxiliar operacional Karen Paraense, conquistar o primeiro emprego proporcionou independência financeira e a possibilidade de contribuir com as despesas da família.

“Estou trabalhando como auxiliar operacional há um ano e quatro meses. Foi meu primeiro emprego de carteira assinada e, com ele, conquistei minha autonomia financeira. Com o meu salário, posso pagar minhas próprias contas e ajudar nas despesas de casa”, afirmou.

Somente entre janeiro e junho de 2026, o Pará contabilizou 261.658 admissões e 244.170 desligamentos, alcançando saldo positivo de 17.488 empregos formais. Apenas em junho, foram registradas 43.841 admissões e 39.451 desligamentos, resultando em saldo positivo de 4.390 postos de trabalho.

Ao final de junho de 2026, o estoque de empregos formais no Pará alcançou 1.013.845 vínculos ativos. O setor de serviços concentrava a maior parcela dos trabalhadores com carteira assinada, com 430.214 vínculos, seguido pelo comércio (267.020), indústria (157.941), construção (100.216) e agropecuária (58.454). Os dados mostram o peso das atividades urbanas e de serviços na estrutura do emprego formal estadual.

Na avaliação do Dieese, os resultados demonstram que o Pará manteve capacidade consistente de geração de empregos formais entre 2020 e junho de 2026. Ao mesmo tempo, o elevado número de admissões e desligamentos evidencia a forte rotatividade do mercado de trabalho e aponta desafios relacionados à melhoria da qualidade das ocupações, à elevação dos salários, à redução da precarização e à ampliação da permanência dos trabalhadores nos postos de trabalho.

O estudo também reforça a importância de políticas públicas capazes de consolidar os setores que mais geram vagas, estimular a diversificação produtiva e ampliar a qualificação profissional. O documento destaca ainda a necessidade de fortalecer setores como indústria, construção e agropecuária, para que a expansão do emprego formal alcance diferentes regiões e perfis de trabalhadores no Estado.

Texto de Matheus Gomes (estagiário-Seaster)