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Hospital Regional Materno-Infantil de Marabá promove 'Bingo dos Direitos da Gestante'

A programação ocorreu no Ambulatório de Pré-Natal de Alto Risco da unidade, promovendo conversa, troca de experiências e acesso a informações que fazem diferença na vida das gestantes

Por Governo do Pará (SECOM)
18/08/2026 17h06

Uma cartela nas mãos, direitos no lugar dos números e informação como principal prêmio. Foi assim que gestantes atendidas no Hospital Regional Materno-Infantil de Marabá (HRMIM), no Sudeste paraense, participaram, na segunda-feira (17), de programação especial que transformou conhecimento em parte do cuidado, em alusão ao Dia da Gestante.

Realizada pelo Serviço de Humanização, com a participação da equipe multiprofissional, a ação reuniu mulheres que fazem acompanhamento no Ambulatório de Pré-Natal de Alto Risco da unidade. Entre uma consulta e outra, a rotina do ambulatório ganhou espaço para conversa, troca de experiências e, sobretudo, para informações que fazem diferença na vida das gestantes.

Gestantes receberam várias orientações no Ambulatório

Garantias - Um dos destaques foi o “Bingo dos Direitos da Gestante”, que deixou os números de lado e colocou direitos nas cartelas. De forma lúdica, a dinâmica apresentou garantias asseguradas às mulheres durante a gravidez e maternidade, levando assuntos muitas vezes cercados de dúvidas para uma linguagem simples, próxima e participativa.

Lunnara Rocha, que realiza o pré-natal na unidade, foi uma das gestantes surpreendidas pelo que descobriu durante a ação. “Descobri direitos que não conhecia. Foi uma forma leve e diferente de aprender, perguntar e esclarecer dúvidas. A gente se sente mais segura quando tem informação e encontra uma equipe preparada para nos orientar”, afirmou a usuária.

Bingo valorizou direitos de mães e bebês

Da cartela para a vida real - O que apareceu nas cartelas não ficou restrito à brincadeira. São direitos que acompanham a mulher em diferentes momentos da gestação e da maternidade. Garantias relacionadas ao trabalho, à licença-maternidade, à assistência à saúde e à presença de acompanhante no parto foram temas abordados, traduzindo para situações do cotidiano aquilo que muitas vezes é conhecido apenas no papel.

Segundo a supervisora de Humanização, Daiane Uszynski, “queríamos ir além de uma homenagem. Quando a gestante conhece seus direitos, ela se sente mais segura para fazer escolhas, buscar orientação quando necessário e participar ativamente do próprio cuidado”.

A assistente social da unidade, Shirley Cruz, destacou que o acesso à informação é também o primeiro passo para que um direito saia do papel. “Muitas gestantes ainda desconhecem seus direitos. Nosso papel é orientá-las sobre garantias relacionadas à saúde, ao trabalho, à licença-maternidade e ao acompanhante, para que saibam como exercê-las e onde buscar apoio”, explicou.

Mas conhecer direitos é apenas parte desse processo. Para a assistente social Dilian Dias da Silva, compreender a realidade de cada mulher é indispensável para que a orientação realmente faça sentido. “Cada gestante tem sua própria história e necessidades. Acolher também significa ouvir, orientar e compreender sua realidade, ajudando essa mulher a conhecer seus direitos e acessar a rede de proteção sempre que necessário”, enfatizou.

A combinação entre orientação e acolhimento chamou a atenção da gestante Vanielly Carvalho. “Achei muito especial terem preparado esse momento para nós. Na gestação, a gente vive muitas expectativas, e ter esse cuidado faz diferença. Foi uma surpresa boa chegar para o atendimento e encontrar uma ação pensada para valorizar as gestantes”, disse Vanielly.

Escuta e vínculo - Para o diretor-executivo do Hospital, Flávio Marconsini, ações como essa reforçam que a assistência materno-infantil não se resume aos procedimentos realizados no consultório. Segundo ele, informação, escuta e vínculo também fazem parte da qualidade do atendimento. “Quando uma gestante sai do hospital não apenas atendida, mas, mais segura, consciente dos seus direitos e confiante na equipe que a acompanha, o cuidado cumpriu um papel ainda maior. É esse olhar integral que queremos fortalecer todos os dias na unidade”, afirmou.

Celebrado no Brasil em 15 de agosto, o Dia da Gestante é uma data dedicada à valorização da maternidade e à conscientização sobre os cuidados necessários durante a gravidez. A data já é reconhecida nacionalmente e busca reforçar a importância do pré-natal, da assistência segura e humanizada, do acesso à informação e do conhecimento dos direitos das gestantes, contribuindo para a proteção da saúde e o bem-estar da mãe e do bebê.

Texto: Ascom/Sespa