Empreendedores, investidores e instituições debatem o fortalecimento da bioeconomia
No Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, em Belém, o evento colocou em pauta soluções, parcerias e investimentos capazes de impulsionar empreendimentos na região
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) no Pará e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), realizou, nesta terça-feira (18), a 4ª edição do Bio Business, evento voltado ao fortalecimento da bioeconomia amazônica. A programação ocorreu no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, em Belém, reunindo empreendedores, investidores, empresas, pesquisadores e instituições.
Consolidado como um espaço de conexão e oportunidades para os bionegócios, o evento aproximou representantes de vários segmentos da bioeconomia para promover soluções, parcerias e investimentos capazes de impulsionar empreendimentos da sociobioeconomia na região.
Estruturação - Neste ano, o Bio Business reforçou uma proposta que está no centro da estratégia de fortalecimento da bioeconomia no Pará: criar conexões e oportunidades para os negócios e, ao mesmo tempo, estruturar um ambiente permanente para essas conexões. O Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia dispõe de infraestrutura que permite aproximar profissionais e apoiar empreendimentos da bioeconomia.
“Mais do que reunir empreendedores e investidores, o Bio Business cria conexões que aproximam quem produz de quem investe, de quem pesquisa e de quem pode abrir novos mercados. E, hoje, com o Parque de Bioeconomia, essa conexão deixa de acontecer apenas em um evento, e passa a contar com um espaço permanente para organizar e fortalecer esse ecossistema, apoiando os negócios e criando novas oportunidades para que a biodiversidade seja transformada em conhecimento, inovação, renda e desenvolvimento sustentável”, destacou Camille Bemerguy, secretária-adjunta de Bioeconomia da Semas.
Ao longo do dia, os participantes acompanharam painéis sobre temas estratégicos, como acesso a investimentos, serviços de apoio aos negócios, oportunidades de mercado e inovação. Paralelamente, foram realizadas rodadas de negócios, criando oportunidades para que empreendedores estabelecessem conexões com compradores, investidores e parceiros comerciais.
Na 4ª edição, um dos destaques foi o espaço destinado aos pitches, permitindo que empreendedores apresentassem seus negócios no palco principal para investidores, especialistas e representantes de instituições parceiras. A programação também contou com uma feira de negócios, reunindo expositores de produtos, serviços e soluções desenvolvidos na Amazônia, ampliando a visibilidade dos pequenos negócios e as oportunidades de comercialização.
“Tudo o que foi idealizado ao longo do tempo, construído enquanto política pública, se torna concreto aqui no Parque. E isso, a conexão que pode ser feita entre os negócios, os problemas que a gente ainda tem e as soluções que podem ser alavancadas para os negócios, trazem luz para essa bioeconomia que nasceu aqui, que é originária da Amazônia. O conceito, enquanto política pública, nasceu aqui no Pará, e hoje é referência tanto para a política federal quanto para outros países”, disse Gabriela Savian, diretora de Políticas Públicas do Ipam.
Políticas públicas - Além de promover conexões entre empreendedores, investidores e instituições, o evento reforçou a importância de políticas públicas capazes de apoiar quem está na base da cadeia produtiva da bioeconomia.
Para José Romano, professor da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), em Capitão Poço (município do Nordeste paraense), espaços de diálogo são fundamentais para aproximar as políticas públicas da realidade de quem atua diretamente no território.
“Se não discutirmos políticas que beneficiem o público que realmente faz a bioeconomia acontecer, não terá sentido. Por isso, parabenizo a Semas por este momento, e por este espaço, que também nos permite expressar o que sentimos e mostrar, de fato, o que está acontecendo nos territórios, para que possamos contribuir para a construção e a melhoria dessas políticas”, reforçou.

