Pará apresenta riquezas minerais na Exposibram 2026 em Belo Horizonte
Evento ocorre a cada dois anos nos maiores estados mineradores do país — Pará e Minas Gerais — e debate as tendências e desafios da mineração
O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), participa da Exposibram 2026, realizada em Belo Horizonte (MG). Reconhecido como um dos principais eventos do setor mineral na América Latina, o evento é promovida pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) e reúne instituições e empresas da área, consolidando-se como a maior plataforma de negócios e debates sobre tendências e desafios da mineração. A Exposibram 2026 foi aberta oficialmente na segunda-feira (24) e segue até esta quinta-feira (27).
O evento ocorre a cada dois anos nos maiores estados mineradores do país — Pará e Minas Gerais — além de edições especiais. No Pará, a próxima edição já está confirmada: será realizada entre 20 e 23 de setembro de 2027, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, em Belém.
O Pará marca presença com um estande institucional, onde o público pode conhecer as riquezas minerais paraenses, por meio da exposição de joias artesanais produzidas com metais nobres, gemas preciosas e insumos da Amazônia. As peças são confeccionadas por ourives, designers e lapidários do Espaço São José Liberto (ESJL), também conhecido como Polo Joalheiro.
O estande paraense também tem a atuação da equipe técnica da Diretoria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (Digem/Sedeme) apresentando o mapa dos projetos de mineração, oportunidades de negócios e as diretrizes do Cadastro Estadual de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das Atividades Minerárias (CERM), o sistema obrigatório para regularização, controle ambiental e fiscalização das atividades no Pará.
A cerimônia de abertura contou com a presença do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; do diretor-presidente do IBRAM, Pablo Cesário; do presidente do conselho da instituição, Paulo Henrique Soares; do secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Mauro Bastos; além de autoridades locais e representantes de multinacionais do setor da mineração.
Paralelo à Exposibram, Mauro Bastos participou do Diálogo Brasil–EUA – Oportunidades para os Minerais Críticos, promovido pela Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil), na manhã da segunda-feira (24). No painel “Objetivos e oportunidades do setor de mineração dos estados brasileiros”, ele ressaltou que a Amazônia Legal concentra 48,6% dos processos minerários relacionados a minerais críticos e estratégicos (MCEs) existentes no Brasil. O Pará responde por 51,1% desses processos na região, o que representa cerca de 24,8% do total nacional, consolidando-se como o estado com maior concentração.
Na ocasião, foram apresentados os principais projetos e ações em andamento no Pará, como o Projeto Tucumã (Ero Copper), o Projeto Volta Grande (Belo Sun), o Programa Novo Carajás, o Projeto Araguaia, o Projeto Vermelho, o Projeto Bauxita Minas Novas (PNM), o Projeto Bauxita Rondon e o Projeto Luanga. Entre as principais iniciativas do governo para estimular o setor, estão a Política de Incentivos Fiscais voltada para equipamentos e transformação mineral, além da implantação da ZPE de Barcarena.
Sobre o CERM - O Governo do Pará, por meio da Sedeme, administra e realiza a gestão do sistema online do Cadastro Estadual de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários (CERM), de acordo com a legislação estadual nº 7.591/2011.
Segundo os registros do sistema, o número de empreendedores cadastrados na plataforma, referente ao período de 2012 a 2026), é de 802 cadastros (pessoas físicas e jurídicas). O CERM é a ferramenta de gestão da Sedeme que proporciona identificação das atividades minerárias no Pará.
Ele auxilia na regularização, controle e monitoramento do setor mineral, subsidiando as informações primárias do setor, visando dimensionar sua contribuição socioeconômica na região, o que possibilita a elaboração de políticas públicas para o fortalecimento do setor mineral, tais como atração de investimentos para oportunidades identificadas a partir do cadastro; qualificação e capacitação de mão-de-obra regional, possibilitando a geração de emprego e renda, entre outros. O Cadastro também contribui para o conhecimento da realidade de cada segmento da cadeia produtiva desde a geologia até à transformação mineral.
Dados do setor - De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), em 2025, o Pará consolidou sua posição estratégica no setor. No terceiro trimestre, o estado respondeu por 34,5% da receita nacional da mineração, ficando atrás de Minas Gerais, que liderou com 39,9%, enquanto a Bahia registrou 4,5%.
No total, o faturamento da mineração no Brasil somou R$ 298,8 bilhões, representando um crescimento de 10,3% em relação a 2024. O minério de ferro foi o principal responsável por esse resultado, com R$ 157,2 bilhões, o equivalente a 52,6% do faturamento nacional, apesar de uma queda de 2,2% no valor faturado.

