Sespa contribui para avaliação de resultados do monitoramento em saúde na COP30
Encontro reúne representantes das esferas municipal, estadual e federal para avaliar ações de vigilância em saúde e aprimorar preparação para futuros grandes eventos
A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) participa da Oficina "Lições Aprendidas sobre o monitoramento da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30)", promovida pelo Ministério da Saúde, com o objetivo de avaliar as estratégias adotadas antes e durante o evento, e identificar pontos de aprimoramento para futuras situações de grande concentração de pessoas.
O encontro reúne representantes das esferas municipal, estadual e federal que participaram do monitoramento na COP30. A proposta é analisar o que funcionou, identificar fragilidades e aperfeiçoar fluxos e protocolos.
Segundo a coordenadora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) da Sespa, Veronilce Borges, a avaliação posterior é fundamental para transformar a experiência em conhecimento para as próximas ações. “Esse é um momento de avaliação do que fizemos durante o monitoramento da COP30. Vamos identificar quais foram os pontos fortes, o que funcionou, quais foram os pontos fracos e as fragilidades, para que possamos melhorar o monitoramento de outros eventos de massa”, informou.
Articulação - Entre os principais pontos avaliados estão a integração entre as equipes e os fluxos de informação utilizados durante a conferência mundial. De acordo com Veronilce Borges, situações que exigiram a atuação simultânea de diferentes forças de trabalho reforçaram a importância de uma coordenação integrada.
“Um dos pontos que vamos avaliar é a necessidade de articulação e integração entre todos os envolvidos. Durante a COP30 várias forças de trabalho precisaram atuar, e as informações tiveram que ser centralizadas. Vamos analisar como essa integração ocorreu e o que precisamos melhorar para os próximos eventos”, acrescentou a coordenadora.
Informação - Durante a COP30, o Pará também estruturou o Centro Integrado de Operações Conjuntas de Saúde (CIOCS), criado para organizar e integrar os fluxos de informação durante o evento. A estrutura reuniu vários pontos de monitoramento, incluindo verificação de rumores, unidades de atendimento, notificações de emergência e vigilância de municípios estratégicos, permitindo o acompanhamento contínuo de possíveis ocorrências e a consolidação das informações para subsidiar a tomada de decisão.
O CIOCS também estabeleceu fluxos próprios de comunicação, conectando o monitoramento e a produção de informações ao comando unificado e à equipe de comunicação. A estrutura possibilitou o acionamento dos porta-vozes de forma organizada e contribuiu para a difusão de informações oficiais durante as ocorrências, além de permitir o acionamento de equipes de resposta rápida, quando necessário. A experiência será considerada na avaliação das lições aprendidas e no aprimoramento dos protocolos para futuros eventos de massa no Estado.
Preparação - A coordenadora de Inteligência Epidemiológica do Ministério da Saúde, Ariadne Francisco, explicou que a preparação para eventos de massa começa antes da realização, com o levantamento das capacidades disponíveis nos territórios, dos fluxos de atendimento e das possibilidades de encaminhamento em situações de emergência.
A análise também considera os riscos relacionados à circulação de pessoas de diferentes regiões e países, incluindo a possibilidade de introdução ou disseminação de doenças e outros eventos de interesse em saúde pública.
Para Ariadne Francisco, a oficina permite mapear os gargalos identificados durante a COP30 e transformar essas experiências em estratégias para os próximos eventos. Segundo ela, “a gente vem para identificar os gargalos e os obstáculos, aquilo que tivemos dificuldade durante o evento, e mapear esse processo justamente para nos prepararmos melhor para um próximo evento de massa. No Pará, temos todos os anos o Círio, e outros eventos que também exigem essa preparação”.
A atividade reforça ainda a articulação entre as redes de vigilância e emergência em saúde pública das diferentes esferas de governo. A experiência acumulada durante a COP30 será utilizada para fortalecer a capacidade de monitoramento e resposta da rede de saúde diante de grandes eventos.
Texto: Caroliny Pinho - Ascom/Sespa

