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SAÚDE E ACOLHIMENTO

Hospital Materno-Infantil de Marabá oferece acompanhamento psicológico a mães da gestação ao pós-parto

Profissionais garantem suporte emocional contínuo e acolhimento especializado às mulheres e famílias em todas as fases da maternidade

Por Governo do Pará (SECOM)
27/08/2026 16h47

Antes de um bebê nascer, a maternidade já desperta expectativas e dúvidas que nem sempre aparecem nos exames. Depois do parto, novos sentimentos surgem junto com a adaptação à nova rotina. Quando o recém-nascido precisa permanecer internado, esse momento exige ainda mais acolhimento, cuidado e apoio emocional.

É nesse percurso, da gestação ao pós-parto, que a psicologia integra a assistência do Hospital Regional Materno-Infantil de Marabá (HRMIM). Nesta quinta-feira (27), Dia do Psicólogo, a unidade destaca o acompanhamento oferecido às mulheres e famílias, do pré-natal à internação, incluindo o cuidado às mães e bebês hospitalizados.

No ambulatório de pré-natal, a psicologia acompanha as gestantes a partir de suas necessidades emocionais. Medos relacionados ao parto, preocupações com a saúde do bebê e questões familiares ou sociais encontram no atendimento um espaço de acolhimento, orientação e apoio durante a gestação.

Para a psicóloga Andressa Rodrigues, que atua na unidade, o acompanhamento nesse momento permite olhar para aspectos que caminham junto com a assistência clínica. “A gestação provoca mudanças profundas, e cada mulher vivencia esse período de uma forma diferente. Nosso trabalho é compreender o que aquela gestante está vivendo, ajudá-la a organizar seus sentimentos e fortalecer recursos emocionais para enfrentar as etapas que ainda virão. Muitas vezes, poder falar sobre o medo e a ansiedade durante a gestação de alto risco já modifica a maneira como ela consegue lidar com esse período”, explicou.

Quando a espera pelo nascimento vira realidade

Com a internação para o parto, surgem outras demandas. A expectativa construída durante meses dá lugar à proximidade do nascimento e, com ela, aparece a ansiedade, insegurança e necessidade de adaptação diante de situações que nem sempre acontecem como imaginadas. Nessa etapa, a equipe de Psicologia atua de maneira articulada com os demais profissionais da assistência, oferecendo suporte às mulheres que necessitam de acompanhamento durante a permanência no hospital.

Uma das mães atendidas, Kayana Mariana, moradora de Marabá, mãe da pequena Ana Maria nascida na unidade, conta que encontrou na conversa com a profissional uma forma de enfrentar com mais tranquilidade os momentos que antecederam o nascimento da filha. “A gente chega pensando em muitas coisas ao mesmo tempo. Eu estava ansiosa, preocupada e querendo saber se tudo daria certo. Poder conversar, falar sobre o que estava sentindo e receber orientação me ajudou bastante. Eu consegui ficar mais tranquila e viver aquele momento de outra forma”, relatou.

Segundo a psicóloga Bianca Cruz Leite Cavalcante, a intervenção não busca apagar sentimentos como medo ou ansiedade, mas ajudar a mulher a compreendê-los e atravessar aquele momento com mais segurança. “Nem sempre precisamos dizer que ela não deve ter medo. O medo pode existir. O importante é ajudá-la a entender esse sentimento, perceber o que está provocando aquela angústia e encontrar maneiras de lidar com a situação. Cada história exige uma abordagem diferente, porque cada mulher chega ao hospital trazendo uma trajetória própria”, afirmou.

Depois que o bebê nasce, o cuidado continua

No pós-parto, a psicologia acompanha as mães na adaptação à nova rotina, às mudanças físicas e emocionais e às expectativas sobre a maternidade. A equipe também identifica sinais de sofrimento, insegurança ou dificuldade de adaptação, oferecendo apoio emocional durante esse período.

Para Maria de Nazaré, mãe da pequena Ana Júlia, após o nascimento do bebê, a presença da psicologia ajudou justamente em um momento em que sentimentos diferentes se misturavam. “A gente fica feliz com a chegada do filho, mas também fica cansada, preocupada e cheia de dúvidas. Às vezes, achamos que precisamos estar bem o tempo inteiro porque o bebê nasceu. Foi importante perceber que eu também podia falar sobre como estava me sentindo e que havia profissionais olhando para mim nesse momento”, contou.

Bianca Cruz explica que cuidar da saúde emocional da mulher no puerpério também repercute na relação construída com o recém-nascido e na maneira como ela atravessa os primeiros dias da maternidade. “Depois do parto, toda a atenção naturalmente se volta para o bebê, mas existe uma mulher passando por uma transformação muito intensa. Olhar para essa mãe, compreender suas necessidades e oferecer suporte faz parte de uma assistência integral”, destacou.

Na UTI Neonatal, estar perto também é cuidar

Em algumas histórias, porém, mãe e filho não seguem imediatamente juntos para casa. Quando o bebê precisa permanecer na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, o tempo parece ganhar outra medida, passa a ser contado por visitas, informações médicas, pequenos avanços e pela expectativa de finalmente poder levar o filho para casa.

Nesse ambiente, a psicologia acompanha mães e familiares diante de sentimentos como medo, impotência, ansiedade, culpa e incerteza. O trabalho inclui atendimento individual, apoio diante das mudanças na rotina familiar e auxílio na compreensão emocional de uma experiência que pode ser muito diferente daquela imaginada durante a gravidez.

A psicóloga Ana Shirley dos Santos, que atua no setor, explica que o acompanhamento busca oferecer suporte para que as famílias consigam atravessar esse período com mais segurança emocional e manter o vínculo com o bebê mesmo diante da internação.“A UTI Neonatal pode despertar sentimentos muito intensos, porque a família chega com expectativas construídas durante toda a gestação e, de repente, precisa lidar com uma realidade diferente. Nosso papel é acolher essas emoções, ajudar essa mãe a compreender o que está vivendo e fortalecer seus recursos para enfrentar cada etapa. Mesmo em meio às incertezas, procuramos mostrar que estar presente, acompanhar e participar do cuidado também são formas muito importantes de exercer a maternidade”, destacou.

 Texto: Ascom/HRMIM