Agricultores familiares de Ananindeua participam de capacitação sobre alimentos biofortificados em Belém
Parceria entre Emater e Embrapa apresenta tecnologias de cultivo para fortalecer a segurança alimentar e ampliar a renda no campo
Dezessete agricultores familiares do bairro Curuçambá, em Ananindeua, que são atendidos há mais de 30 anos pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), participaram de uma excursão na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Unidade Embrapa Amazônia Oriental), na manhã desta quinta-feira (27), em Belém.
O objetivo da programação foi apresentar aos agricultores as culturas alimentares biofortificadas da Embrapa, ampliando os conhecimentos diversificados em suas propriedades, fortalecendo a segurança alimentar nutricional e gerando maior rentabilidade dessas famílias.
Para o agricultor familiar Joefson Sousa da Silva, a participação foi bastante produtiva e vai acarretar em maior conhecimento na produção de hortaliças. “Estou muito feliz de estar aqui participando desse curso porque estou com os meus amigos da associação e os aprendizados repassados por eles vai nos ajudar muito na nossa produção”, disse.
Maria Ileuzimar Sobrinho, agricultora familiar, parabenizou a parceria entre Emater e Embrapa, para ampliar os conhecimentos e garantir produtos com maiores teores de ferro, zinco e vitamina A, que beneficia os sistemas imunológicos e da visão.
“Esse curso de biofortificantes foi muito maravilhoso porque os produtos que nos mostraram, como a batata-doce, feijão, macaxeira, milho, tudo de uma qualidade incrível. Eu só tenho a agradecer a Emater de poder realizar esse curso com a Embrapa e que eles possam realizar muitos outros cursos para que a gente possa participar e aprender cada vez mais a melhorar a qualidade do que a gente produz dentro das nossas propriedades. É muito importante para a agricultura familiar”, afirmou.
Katherine Tavares, engenheira agrônoma da Emater, que faz parte da Unidade de Ater, Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (UATERP) enfatizou que a capacitação pode ampliar os sistemas de produção já produzidos nas propriedades dos agricultores, garantindo a segurança alimentar, tanto em culturas biofortificadas quanto em Sistemas Agroflorestais (SAFs).
“Essa capacitação é realizada pela Embrapa Amazônia Oriental em parceria com o apoio da Emater-Pará. O objetivo é capacitar os agricultores familiares que são horticultores. Eles produzem hortaliças em Ananindeua e, a partir dessa capacitação, eles podem ampliar os seus sistemas de produção, cultivando milho, macaxeira, abóbora (também chamada de jerimum), feijão e batata-doce. Se esses agricultores plantarem, além de consumirem, eles podem vender tanto para merenda escolar, né, alimentação escolar através de programas do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), quanto também fazer doações ou acessando o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Os agricultores familiares estão muito satisfeitos e muitos já disseram que vão implantar, sim, nas suas propriedades os conhecimentos adquiridos no curso”, explicou.
A chefe do Escritório Local da Emater em Ananindeua, Tangrienne Nemer, reforçou que o objetivo maior é apresentar aos agricultores esses conhecimentos, para eles verem como deve ser a plantação, o cultivo desses alimentos, que nada mais é do que eles já trabalham, podendo assim, comercializar produtos com maior qualidade do que já produzem.
"A gente trouxe a comunidade do Curuçambá, que é uma região que a gente já atende há mais de 30 anos. A gente trouxe esses agricultores para eles conhecerem essa nova tecnologia, que são os alimentos biofortificados. Tem o feijão, tem a batata-doce, tem o jerimum, tem a mandioca, a macaxeira... para eles conhecerem e aplicarem lá nas suas propriedades rurais, porque eles mexem com horta, então eles já trabalham com essas culturas. Eles tiveram a oportunidade de aprender o cultivo, desde a aquisição das sementes e das mudas, do plantio, da adubação, da análise de solo, da correção do solo, até a colheita e a comercialização, que é o que mais interessa para eles, é a comercialização”, frisou.
O Projeto BioFORT
Coordenado pela Embrapa, funciona em rede, congregando mais de 200 profissionais em diferentes áreas do conhecimento, no Brasil e no exterior, e trabalha para obtenção de arroz, feijão, batata-doce, mandioca, milho, feijão-caupi, abóbora e trigo mais nutritivos.
O projeto tem apoio do programa HarvestPlus, consórcio de pesquisa que atua na América Latina, África e Ásia com recursos financeiros da Fundação Bill e Melinda Gates, do Banco Mundial e de agências internacionais.
O curso
A programação teve palestras sobre Sistema de produção de culturas biofortificadas (macaxeira, batata-doce, milho e feijão-caupi), com os palestrantes: Jaime
Carvalho, Adalberto Nery e Rayan Vargas; sobre Sistema Agroflorestal no Núcleo de Responsabilidade Socioambiental (NURES), com os palestrantes: Jaime Carvalho e Rayan Vargas, finalizando com uma roda de conversa e esclarecimentos de dúvidas.

