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SEGURANÇA PÚBLICA

PC do Pará prende no Paraná suspeito de estelionato amoroso contra vítima paraense

Delegacia Especializada em Investigação de Estelionato, da PC do Pará, cumpriu mandados judicias de prisão preventiva, busca e apreensão contra investigado

Por Jeniffer Terra (PC)
01/09/2026 12h56

A Polícia Civil do Estado do Pará, por meio da Delegacia Especializada em Investigação de Estelionato e Outras Fraudes (DEOF), deu cumprimento a mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra um homem pelo crime de estelionato amoroso praticado contra uma vítima paraense. A prisão ocorreu, na última segunda-feira (31), na cidade de Jardinópolis, no Paraná.

Segundo o delegado Iuri Castro, diretor da DEOF e responsável pelo caso, a investigação aponta que o suspeito se aproximou da mulher e estabeleceu um relacionamento afetivo com ela, apresentando-se falsamente como médico e utilizando nomes e informações pessoais falsas.

“Depois de conquistar a confiança da vítima, ele a induzia a realizar várias operações e transferências bancárias. As movimentações financeiras documentalmente identificadas pela investigação alcançam o valor de R$ 641.071,00. O caso apurado por nossa equipe não aconteceu de forma isolada. Foram identificados registros de ocorrências semelhantes em outros Estados, indicando um mesmo padrão de estelionato amoroso, no qual o investigado se aproxima de mulheres, especialmente mulheres mais velhas, estabelece vínculo afetivo, conquista gradativamente sua confiança e, posteriormente, passa a obter vantagens patrimoniais”, explicou.

As diligências apontam, ainda, que ele teria utilizado nomes diferentes e informações profissionais ou pessoais distintas perante suas vítimas, inclusive apresentando-se como médico, circunstâncias que reforçam a existência de um possível modus operandi reiterado.

O prejuízo da vítima paraense não se limita às transferências bancárias. No curso da relação, o preso também obteve, de forma fraudulenta, a posse de um automóvel pertencente à mulher, além de ser investigado pela subtração do aparelho celular dela.

“Além de todo o transtorno financeiro, há indícios de que a vítima teria sido submetida, sem seu conhecimento, à administração de substâncias que alteravam o seu estado de consciência ou discernimento, facilitando as subtrações patrimoniais. A mulher realizou exame toxicológico e segue aguardando o resultado da perícia”, detalhou Iuri. 

A equipe policial da DEOF deslocou-se ao Estado do Paraná, localizou o investigado e deu cumprimento às ordens judiciais deferidas contra ele. “Durante a operação, conseguimos recuperar o veículo da vítima e localizar o aparelho celular subtraído e bens diretamente relacionados à investigação, que serão submetidos às providências legais necessárias para posterior restituição”, finalizou o delegado

Após o cumprimento das ordens judiciais, o homem foi apresentado à Delegacia Regional de Polícia de Medianeira (PR) para as providências legais. Ele segue à disposição da Justiça.

Texto: Rebeca Reis, estagiária sob supervisão de Jeniffer Terra (Ascom PCPA).