Novo viaduto vai conectar importantes corredores e melhorar o trânsito em Belém
Sexto viaduto construído pelo Governo do Pará permitirá fluxo direto de veículos pela avenida João Paulo II, reduzindo congestionamentos no cruzamento com a Doutor Freitas e melhorando conexão entre importantes corredores da capital
A mobilidade na Região Metropolitana de Belém vem passando por mudanças que vêm melhorando gradativamente a forma como os principais corredores viários recebem e distribuem o fluxo de veículos na capital. Parte desse processo inclui os avanços na construção do novo viaduto da avenida João Paulo II com a avenida Doutor Freitas. A estrutura, uma obra do Governo do Pará executada pelo Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), é o sexto viaduto implantado pelo Estado, para reorganizar pontos estratégicos de circulação e ampliar a capacidade da malha viária da cidade.
O novo viaduto foi projetado para reduzir o congestionamento de veículos que percorre a avenida João Paulo II. Com isso, quem trafega pela avenida poderá seguir o fluxo diretamente, nos dois sentidos, sem precisar interromper o deslocamento no cruzamento com a avenida Doutor Freitas. A mudança deve tornar o tempo de viagem mais rápido, principalmente nos horários de maior circulação.
Segundo o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística e diretor-geral do NGTM, Adler Silveira, a obra integra uma estratégia de ampliação da capacidade da infraestrutura viária da Região Metropolitana.
“O novo viaduto foi projetado para resolver um ponto de conflito entre fluxos que hoje utilizam o mesmo cruzamento. Permitindo que o tráfego da avenida João Paulo II siga diretamente, o projeto melhora a circulação para quem passa pelo trecho e, ao mesmo tempo, mantém os acessos à avenida Doutor Freitas e à Perimetral. Essa é uma intervenção que considera tanto o deslocamento de quem atravessa a região quanto a necessidade de acesso de quem utiliza as vias do entorno”, ressalta Adler Silveira.
Rotatória - A estrutura terá 345 metros de extensão e 5,5 metros de altura, com quatro faixas de tráfego, sendo duas em cada sentido. Na parte inferior, uma rotatória organizará os fluxos de veículos para a circulação entre a avenida João Paulo II, a avenida Doutor Freitas e a avenida Perimetral. Dessa forma, o projeto separa o fluxo principal daquele que precisa acessar as vias do entorno, permitindo que diferentes deslocamentos continuem sendo realizados no mesmo complexo viário.
A solução também interfere diretamente na rotina de quem utiliza o trecho para trabalhar, estudar, acessar serviços ou fazer deslocamentos entre diferentes regiões de Belém. Para o motorista que precisa percorrer a João Paulo II, o viaduto eliminará a necessidade de se aguardar a abertura dos sinais no cruzamento. Para quem tem como destino a Doutor Freitas ou a Perimetral, a circulação será direcionada pela rotatória inferior.
O técnico em T.I, Manoel Souza, morador do bairro do Curió Utinga, está animado com as mudanças que a construção do novo viaduto levará à região. “Eu acho que é o progresso. E a cidade só faz crescer com essas obras. Depois que o viaduto estiver pronto, vai melhorar bastante. Tanto para o pessoal de Belém quanto para quem vem do interior, quem vem pela avenida Liberdade. Acho que é da melhor qualidade isso aqui”, comemorou.
Obras avançam - A construção do novo viaduto da avenida João Paulo II com a avenida Doutor Freitas avança atualmente com a execução de serviços de infraestrutura complementares. Entre as atividades em andamento está o assentamento de adutoras, além da implantação de calçadas e meios-fios nas áreas de intervenção.
Os trabalhos fazem parte do cronograma da obra e preparam o entorno para receber a nova estrutura e a reorganização da circulação prevista no projeto.
A obra do novo elevado ocorre em uma área que concentra diferentes movimentos de tráfego, envolvendo conexões com importantes eixos viários da capital.
A avenida João Paulo II funciona como uma das ligações entre áreas centrais de Belém e regiões mais ao sul da cidade, enquanto as avenidas Doutor Freitas e Perimetral distribuem o trânsito para outros corredores. A implantação do viaduto busca organizar esses movimentos sem interromper o fluxo principal.
Sexto viaduto - A estrutura da avenida João Paulo II com a avenida Doutor Freitas integra um conjunto de intervenções que vem modificando a circulação em diferentes pontos da Grande Belém. O primeiro grupo de obras eliminou cruzamentos importantes, onde eram registrados congestionamentos em horários de pico. A criação de passagens elevadas solucionou esse problema de fluxo nos corredores viários de maior demanda da capital.
Entre essas intervenções está o Viaduto Ananin, entregue em julho de 2023. Implantada no entroncamento da BR-316 com a Avenida Ananin, em Ananindeua, a estrutura reorganizou a circulação em um dos principais acessos do município da Grande Belém e passou a permitir que o tráfego entre os dois corredores ocorresse com menos interferências entre os diferentes movimentos.
Também fazem parte desse conjunto de obras o viaduto da Alça Viária, com 720 metros de extensão e 14 metros de largura, concluído antes do prazo previsto, em dezembro de 2024; o viaduto da avenida Independência, entregue em abril de 2025; e as duas estruturas localizadas na avenida Mário Covas, em Ananindeua, nos cruzamentos com a avenida Três Corações e com a avenida Independência, entregues em maio e outubro de 2025, respectivamente.
O motorista, Manoel Lima, que trafega todos os dias pelo viaduto da Independência com a Três Corações, comemora as mudanças no fluxo de trânsito na região. “As minhas viagens agora são mais rápidas, ficou tudo mais rápido e mais acessível”, afirmou.
Cada viaduto atende a uma configuração específica de tráfego, mas todas seguem o mesmo princípio: separar fluxos e aumentar a capacidade de circulação nos pontos em que o volume de veículos gera retenções. A construção do viaduto da avenida João Paulo II com a avenida Doutor Freitas, por sua vez, amplia esse sistema de estruturas - e leva essa solução a outro importante ponto de conexão viário da capital.
Impacto no deslocamento - O efeito de uma obra como a que está sendo implantada na avenida João Paulo II com a avenida Doutor Freitas não se limita ao cruzamento onde a estrutura é construída. Quando um fluxo deixa de depender de uma parada, o trânsito passa a ter menos interrupções e isso faz o deslocamento se tornar mais regular. Isso beneficia motoristas particulares, o transporte coletivo, o fluxo de veículos de serviço e também as operações de emergência que utilizam os mesmos corredores.
“Melhorou muito meu tempo de viagem com os viadutos. Antes, era muito engarrafamento, era muito ruim. Agora trabalho melhor”, detalha Paulo Câmara, mototaxista que usa diariamente os viadutos de Ananindeua para realizar corridas que são o seu sustento.
Essas melhorias para o fluxo de veículos ganham ainda mais relevância nos períodos específicos da semana e do ano, e também em determinados horários do dia, quando há aumento significativo da circulação - como nas saídas e retornos das férias escolares e feriados e outras datas em que cresce o movimento entre Belém e os municípios da Região Metropolitana e do nordeste paraense. Nesses períodos, qualquer retenção em um corredor de grande capacidade pode provocar reflexos em vias próximas e impactar o trânsito também em outras regiões da capital.
Além de facilitar os deslocamentos cotidianos, a reorganização dos cruzamentos contribui para uma maior integração entre as diferentes áreas da Região Metropolitana. A circulação mais contínua entre Belém, Ananindeua e Marituba reduz a dependência de pontos específicos de passagem, e cria alternativas mais eficientes para quem precisa atravessar a região diariamente.
Texto: Ângelo Garcia - Ascom/NGTM

