Pará reduz crimes violentos e supera em três vezes meta anual do Plano Nacional de Segurança
Estado teve recuo de 3,5% nos registros de CVLIs de janeiro a agosto de 2026, em comparação a 2025, e mantém série histórica com redução média superior à estabelecida para Estados. Atuação integrada das forças policiais e programas sociais garantem quedas nos índices de criminalidade
O Estado do Pará registrou uma redução de 3,5% nos registros de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) no período de 1º de janeiro a 31 de agosto de 2026, em comparação com os casos contabilizados no mesmo período do ano passado. É o que apontam os mais recentes dados do Relatório Diário de Criminalidade (RDC), atualizado pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup). O índice supera a meta estabelecida pelo Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSP), do Ministério da Justiça, que estipula redução anual de 3,2% para esses crimes em cada Estado brasileiro.
Segundo aponta o Relatório Diário de Criminalidade da Segup, entre 1º de janeiro a 31 de agosto de 2026 o Pará contabilizou 1.187 casos de Crimes Violentos Letais Intencionais. O número representa uma redução de 3,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 1.230 casos registrados como CVLI no Estado.
Além de ter em 2026 uma redução maior que a meta anual estabelecida pelo Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social para o recuo dos registros de CVLI em cada estado, o Pará também alcançou uma queda média anual de 10,12%, no panorama da série histórica observada desde 2018. Ou seja: considerando os casos de CVLI registrados por ano, entre 2018 e 2025, em média o recuo dos registros desses tipos de crimes no Estado, a cada ano, supera em mais de três vezes a meta nacional.
O secretário titular da Segup, Ed-lin Anselmo, reitera que as estratégias estabelecidas para a segurança pública no Pará são pensadas sempre considerando a população no centro dos debates. “A redução dos crimes violentos mostra que as estratégias estão produzindo resultados na construção de um Pará mais seguro. Esse trabalho é fruto da atuação integrada da Secretaria de Segurança Pública com as demais forças e órgãos do sistema de segurança”, ressalta Ed-lin Anselmo.
Redução nos homicídios e vidas preservadas
Na comparação entre os registros verificados em 2018 com os do ano de 2025, no Pará a redução é de mais de 54,37% no número de Crimes Violentos Letais Intencionais, ocorrências que envolvem homicídio, feminicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte. Em 2018, foram registrados 4.070 crimes que resultaram em morte. Logo após o início da atual gestão estadual, em 2019, os CVLI caíram a 2.991 casos (um recuo de 26,51% em relação a 2018). Em 2025, um total de 1.857 casos foram registrados.
Na prática, os resultados da série histórica indicam que 2.213 vidas foram preservadas ao longo dos últimos sete anos no Pará.
No recorte específico de homicídios dolosos, quando há intenção de matar, o número de casos de agosto de 2026 também apresentou redução de 43,75% em relação aos registros de agosto de 2018. Em números absolutos, o Estado saiu de 304 registros de homicídios dolosos, em agosto de 2018, para 171 casos computados em agosto de 2026. Já no comparativo entre os registros acumulados de janeiro a agosto de 2018 com os casos de janeiro a agosto de 2026, o recuo é de 57,84%.
“Além do trabalho nos bairros e nas ruas, a gente inclui ainda as fiscalizações realizadas em nossos rios, com apoio às comunidades ribeirinhas. O trabalho da segurança pública no Estado não para. Então, podemos dizer que, hoje, o Pará tem a presença integrada de diversas forças de segurança em todo o seu território, fruto de um trabalho conjunto”, reitera o secretário de segurança pública.
Queda nas mortes violentas
De acordo com dados divulgados pelo 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o Pará está entre os sete Estados brasileiros que mais reduziram o número de Mortes Violentas Intencionais (MVI) nos últimos sete anos. O total de ocorrências caiu de 4.720, em 2018, para 2.477 em 2025, um recuo de quase 48% nesse tipo de crime.
O Pará ficou ainda entre os três Estados da região Norte que mais reduziram a taxa de MVI entre 2018 e 2025, passando de 56,6 para 28,4 mortes violentas por 100 mil habitantes. A trajetória apresentada mostra ainda que a redução desse índice continuou no último biênio, com uma queda de 3,7% na taxa entre 2024 e 2025. Além disso, nenhum município paraense está entre os dez mais violentos do Brasil.
Usinas da Paz reduzem violência
Além de investimentos prioritários em estrutura e políticas que reforçaram também os efetivos das forças de segurança no Pará desde 2019, entre as iniciativas que contribuem para a redução da criminalidade no Pará está o programa Territórios pela Paz (TerPaz), responsável pela instalação de 33 Usinas da Paz (UsiPaz) em todo o Estado.
Esses complexos, que já realizaram mais de 15 milhões de atendimentos, oferecem serviços gratuitos às suas comunidades, nas áreas de cidadania, educação, saúde, cultura, esporte, qualificação e assistência social, ampliando o acesso da população a políticas públicas do Estado.
Dados da Segup mostram que todas as regiões contempladas pelas Usinas da Paz registraram redução no número de mortes violentas entre 2024 e 2025. Os maiores recuos foram nas áreas da UsiPaz Jurunas/Condor, com queda de 56,5%; Guamá, com redução de 52,2%; Bengui, com 50,0%; Terra Firme, com 35,7%; e Parauapebas, que apresentou diminuição de 21,3%.
As UsiPaz estão hoje instaladas nos municípios de Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides, Santa Izabel do Pará, Barcarena, Cametá, Castanhal, Capanema, Salinópolis, Igarapé-Miri, Moju, Bragança, Dom Eliseu, São Miguel do Guamá, Abaetetuba, Tomé-Açu, Itaituba, Tucuruí, Paragominas, Marabá, Altamira, Redenção, Santarém, Óbidos, Parauapebas, Canaã dos Carajás e São Félix do Xingu.
Outros cinco complexos estão em fase de construção, reforçando presença em alguns núcleos urbanos e ampliando a rede a novos territórios: são duas novas Usipaz previstas para os municípios de Ananindeua e Parauapebas, que já têm instalações, além de mais três complexos, a serem abertos em Viseu, no Nordeste do Estado, e em Breves e Portel, no arquipélago do Marajó.

