Aulas públicas resgatam a memória e a cultura dos bairros periféricos de Belém
Projeto do grupo Historiando Belém do Pará leva o ensino de história para praças e valoriza o patrimônio imaterial fora do centro da cidade
Começou neste domingo (6), na praça Dalcídio Jurandir, no bairro da Cremação, o projeto “História da Nossa Gente”, criado pelo grupo Historiando Belém do Pará, dos historiadores Márcio Neco e Henrique Coelho. Com o apoio institucional da Imprensa Oficial do Estado do Pará (Ioepa), o projeto tem como objetivo valorizar, preservar e ensinar a história dos bairros de Belém, levando o conhecimento histórico para além do centro da cidade e destacando as memórias, culturas, personagens e patrimônios de cada comunidade.
O roteiro deste domingo foi realizado nos bairros da Cremação e do Guamá. Depois, irá alcançar diversas outras regiões de Belém, como Marambaia, Marco, Curió-Utinga, Sacramenta, entre outros bairros. “Esse projeto surgiu quando percebemos um apagamento da história dos bairros. Há uma concentração da história de Belém nos bairros da Campina, Cidade Velha e Reduto. Mas estes outros bairros, como Cremação e Guamá, estão muito relacionados com a história dos próprios bairros do Centro”, destacou o historiador Márcio Neco, idealizador do projeto.
“O projeto nos foi apresentado como uma ideia que dialoga diretamente com a história e a literatura. Portanto, nós, da Imprensa Oficial do Estado do Pará e nossa Editora Pública Dalcídio Jurandir, decidimos abraçar esse projeto para reforçar a valorização da literatura paraense e a memória do nosso Pará”, pontuou o presidente da Ioepa, Aroldo Carneiro.
A dona de casa Amália Lopes passava pelo praça Dalcídio Jurandir quando viu a movimentação e se sentiu atraída pela aula de história ao ar livre, em pleno domingo. “Achei muito interessante saber de curiosidades sobre o meu bairro da Cremação, as quais nem imaginava”, revelou.
Texto: Julie Rocha

