Hospital Galileu transforma movimentos em conquistas na recuperação de pacientes vítimas de trauma
No Dia Mundial da Fisioterapia, unidade destaca assistência que previne complicações, recupera habilidades e prepara pacientes para retomar a rotina com mais autonomia
Sentar sem ajuda, levantar da cama, voltar a caminhar. Depois de um trauma, gestos cotidianos são conquistas que marcam uma nova etapa da vida. No Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém, a Fisioterapia acompanha esse caminho durante a internação, ajudando pacientes a recuperar movimentos e a conquistar mais autonomia.
Em alusão ao Dia Mundial da Fisioterapia, celebrado em 8 de setembro, a unidade destaca a importância do cuidado individualizado na reabilitação. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, foram 33.139 atendimentos a 3.057 pacientes pelo serviço de fisioterapia.
A fisioterapeuta Tyssia Costa, coordenadora da equipe multiprofissional do hospital, explica que a atuação começa nos primeiros dias de internação. “Nossa atuação busca preservar e recuperar a capacidade funcional, prevenir complicações decorrentes da imobilidade e favorecer o retorno progressivo às atividades de vida diária”, afirma.
Segundo a coordenadora, o planejamento reúne diferentes frentes de cuidado para que o paciente recupere condições necessárias às tarefas do cotidiano. “Proporcionamos uma recuperação segura, trabalhando não apenas a mobilidade, mas também a força muscular, o equilíbrio, a capacidade respiratória e a autonomia do paciente”, acrescenta.
Antes do primeiro passo, o cuidado já começou
Mesmo quando sair da cama ainda não é possível, a reabilitação pode começar. Tyssia explica que a equipe identifica quais movimentos o paciente consegue realizar com segurança e, a partir dessa avaliação, trabalha a mobilização precoce para reduzir os efeitos do repouso prolongado.
Os benefícios dessa estratégia alcançam diferentes funções do organismo. “Quando realizada de forma segura e de acordo com as condições clínicas de cada paciente, contribui para preservar a força muscular, melhorar a circulação e a função respiratória, estimular o equilíbrio e reduzir a perda funcional”, afirma.
A fisioterapeuta destaca que o acompanhamento ajuda a prevenir ou minimizar a perda de massa muscular, a redução da mobilidade das articulações, as alterações posturais e a queda do condicionamento físico, além de complicações respiratórias. A segurança também orienta esse percurso. “Também atuamos diretamente na prevenção de quedas e na redução do declínio funcional associado à hospitalização”, destaca Tyssia.
Um percurso construído para cada paciente
Na unidade com importante demanda de vítimas de trauma, as necessidades de reabilitação são diversas. Tyssia ressalta que a assistência alcança pacientes submetidos a cirurgias, pessoas com alterações respiratórias ou funcionais e aquelas que permanecem por longos períodos no leito.
Dificuldades para caminhar, perda de força e limitações para mudar de posição ou passar da cama para cadeira orientam a indicação do acompanhamento. Para a coordenadora, reconhecer essas dificuldades é o ponto de partida para o tratamento. “Inicialmente, realizamos uma avaliação individualizada para identificar as limitações e potencialidades de cada paciente. A partir disso, estabelecemos objetivos terapêuticos”, explica Tyssia.
Na prática, o tratamento pode incluir exercícios ativos e assistidos, fortalecimento muscular, treino de equilíbrio e atividades para sentar, ficar em pé, realizar transferências e caminhar. “A evolução acontece de maneira progressiva, respeitando sempre as condições clínicas, cirúrgicas e ortopédicas do paciente”, ressalta.
Pequenos movimentos, novas possibilidades
Com a evolução do tratamento, os ganhos podem aparecer na força, no equilíbrio, na mobilidade, na capacidade respiratória e na tolerância aos esforços. A fisioterapeuta observa que os resultados dependem da gravidade e das condições de cada paciente, mas ganham significado quando permitem retomar uma atividade antes comprometida.
“Um dos resultados importantes é perceber a progressão funcional, pacientes que permaneciam restritos ao leito passam a sentar, ficar em pé, realizar transferências e, quando possível, voltar a caminhar”, relata a coordenadora. Ela destaca que conquistas precisam ser reconhecidas na trajetória do usuário. “Cada ganho representa um passo importante para a recuperação da autonomia e qualidade de vida”, reforça Tyssia.
As habilidades trabalhadas durante a internação também orientam a preparação para a alta. Segundo Tyssia, a equipe avalia as condições do paciente para sentar, levantar, realizar transferências e caminhar, identificando a necessidade de dispositivos auxiliares para a locomoção. “Trabalhamos para que o paciente alcance o maior nível possível de independência e segurança dentro das suas condições clínicas”, afirma a fisioterapeuta. Nesse planejamento, familiares e cuidadores recebem orientações para apoiar a recuperação em casa. “Realizamos orientações ao paciente e aos familiares ou cuidadores sobre mobilidade segura, prevenção de quedas, exercícios e continuidade da reabilitação após a alta”, explica.
Texto: Ascom/HPEG

