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MEIO AMBIENTE E GERAÇÃO DE RENDA

Pará aproxima investidores internacionais das oportunidades da bioeconomia amazônica

CEO da Finance in Motion Brasil conhece estratégias do PlanBio e do Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia durante encontro com a Semas

Por Adaucto Couto (SECOM)
11/09/2026 11h57

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) recebeu, na quarta-feira (9), o CEO da Finance in Motion Brasil, José Pugas, para uma visita ao Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, em Belém. O encontro teve como objetivo aproximar a instituição financeira das estratégias desenvolvidas pelo Governo do Pará e avançar na construção de parcerias capazes de conectar oportunidades da bioeconomia paraense a investidores nacionais e internacionais.

Durante a visita, a secretária adjunta de Bioeconomia da Semas, Camille Bemerguy, apresentou o Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio), política inserida no Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA), e as iniciativas desenvolvidas pelo Estado para transformar a biodiversidade, os conhecimentos tradicionais, a ciência e a inovação em oportunidades econômicas associadas à conservação da floresta, à inclusão social e à geração de renda.

“O Pará vem construindo um ambiente capaz de conectar biodiversidade, conhecimento, inovação e mercado. Já temos políticas públicas, empreendedores, comunidades, instituições de pesquisa e negócios que demonstram a capacidade da bioeconomia de gerar desenvolvimento mantendo a floresta viva. O próximo passo é ampliar essa escala e aproximar esse ecossistema do capital. A presença da Finance in Motion abre uma oportunidade importante para apresentarmos essas iniciativas a investidores que buscam retorno aliado a impactos ambientais e sociais positivos”, afirmou Camille Bemerguy.

Na apresentação, a Semas destacou que a bioeconomia já possui participação relevante na economia paraense. Dados apresentados durante o encontro estimam em cerca de R$ 10 bilhões o valor adicionado da bioeconomia ao Produto Interno Bruto (PIB) do Pará, além de aproximadamente 438 mil trabalhadores equivalentes por ano e 4.496 bioindústrias em operação. Segundo os dados apresentados, cerca de 60% da renda gerada permanece localmente.

O PlanBio organiza a estratégia estadual a partir de frentes como pesquisa, desenvolvimento e inovação; patrimônio cultural e genético; e fortalecimento das cadeias produtivas e dos negócios sustentáveis. Entre as ações estão o estímulo à pesquisa científica e tecnológica, formação de capacidades locais, valorização dos saberes tradicionais, incentivo ao empreendedorismo da sociobiodiversidade, ampliação do acesso ao crédito e aproximação dos negócios amazônicos de novos mercados.

No balanço apresentado pela Semas, as iniciativas relacionadas ao PlanBio entre 2022 e 2026 contribuíram para mobilizar mais de R$ 1 bilhão em ações diretas, alcançar aproximadamente 500 mil pessoas e apoiar mais de 6 mil negócios, desde cadeias produtivas tradicionais até startups de tecnologia.

Também foram destacados cerca de R$ 17 milhões destinados a pesquisas em biotecnologia, crescimento de 160% do ecossistema de startups e aproximadamente R$ 34 milhões disponibilizados por meio do microcrédito BanparáBio em 88 municípios.

Conexão entre território, inovação e capital

Outro ponto apresentado à Finance in Motion foi a atuação do Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia. O espaço foi concebido para aproximar negócios, ciência, tecnologia, território e mercado, reduzindo a distância entre iniciativas desenvolvidas na Amazônia e sua capacidade de alcançar escala econômica.

O Parque atua como ambiente de conexão entre negócios da sociobiodiversidade e organizações produtivas comunitárias, startups e empreendedores, empresas e indústrias, universidades e instituições de ciência e tecnologia, investidores, fundos e parceiros dos setores público e privado.

A aproximação com a Finance in Motion busca justamente fortalecer uma dessas pontes: a conexão entre os projetos desenvolvidos no território paraense e fontes de financiamento capazes de ampliar investimentos em cadeias produtivas sustentáveis, inovação e novos negócios.

“A Amazônia reúne ativos naturais, conhecimento, empreendedores e oportunidades que interessam cada vez mais ao mercado global. O desafio é transformar esse potencial em projetos estruturados e capazes de receber investimento em escala. O que conhecemos no Pará mostra que existe uma estratégia pública e um ecossistema em desenvolvimento. A Finance in Motion pode contribuir aproximando essas oportunidades do mercado financeiro e de investidores nacionais e internacionais interessados em desenvolvimento sustentável e impacto positivo”, destacou José Pugas, CEO da Finance in Motion Brasil.

Texto: Arthur Sobral/Semas